Vimic e Megadeth @ Espaço das Américas – São Paulo/SP (31/10/2017)

Megadeth, se não for a banda que mais fez shows no Brasil, certamente é uma das Top 3, e terminando a Tour mundial do excelente Dystopia, a banda passou mais uma vez pela América do Sul passando por São Paulo e Rio de janeiro, em dias cavernosos, sejamos francos, shows desse porte em uma terça e quarta brava,   é sim de rasgar o cú na brita mas mesmo assim a galera compareceu em massa e claro nós também…

VIMIC

Uma das grandes atrações que pouca gente se deu conta era sim, a banda de abertura, formada por Joey Jordison, sim, eles mesmo, aquele gênio monstruoso das baquetas de Slipknot, que nos apresentou sua banda em uma entrevista bem legal,  Kalen Chase (vocal), Jed Simon (guitarra), Steve Marshall (guitarra), Kyle Konkiel (baixo), Joey Jordison (bateria) e Matt Tarach (teclados) mostraram em seu set, que por sinal foi completo, com as mesmas músicas dos shows solo que a banda fez pelo EUA.

A sonoridade da banda até lembra um pouquinho, a ex banda do batera, mas tem sim sua identidade própria, e quem se considera os “thrasher old school“, até ficou com o narizinho envergado durante a apresentação, mas a maioria que estava ali, e aprecia boa música e bom show, fez uma bela recepção e com uma iteração muito boa com a banda correspondeu com um puta show.

A energia foi tão boa que ao final da segunda música, nosso fotografo focava Joey e deu pra ouvir um “fucking cool” que o baterista soltou ao final da música. A banda ainda está em formação, é novíssima e certamente quando voltarem ao Brasil estará mais afiada, mas nossa crítica aqui vai para algo que o Rock como transgressão absoluta, e o mais em uma banda nova, não pode tocar de terninho azul, como estava o vocalista Kalen Chase.

E isso chamou tanto a atenção que a primeira conversa do vocalista com o público foi de trás do palco, pois seu cinto tinha arrebentado e para não ficar sem calça no palco teve que substitui-lo e brincou, “sorte que tenho dois”. A dupla de guitarristas Jed e Steve mandam muito bem e o tecladista Matt, podemos dizer que a fuça dele é igual do vocalista Marcus do nosso fodástico Claustrofobia.

Obvio que a banda tocou todos seus singles, “My Fate”, “She sees everything” e “Simple Skeletons” que essa ultima até por terminar o show achei a melhor ao vivo,  e talvez por ter sido o primeiro single, tenha tido a melhor resposta do público presente, que nessa hora, diferente do inicio da apresentação estava bem cheio.

Você percebe que um show é legal quando ele tem mais de uma hora, e ele passa voando, e conversando com amigos, todos pensaram quando a banda lançar seu debut, e voltar ao Brasil estando mais solidificados, show será ainda mais animal, pois músicos novos, desconhecidos para quase que a totalidade, esse show não estará na lista dos melhores do ano, pois nesse ano, a quantidade de shows dignos de honraria, será complicadíssimo de estar listado em sei lá apenas dez ou vinte shows…

Vale destacar que o vocalista e guitarristas da banda, pós shows, estavam curtindo a galera e tratando todos com muita simpatia como todo fã merece ser tratado. Parabéns a banda pela atitude.

  1. Marionetta
  2. Parasite Persona
  3. My Fate
  4. Empty Handed
  5. Beautiful Mistakes
  6. In Your Shadow
  7. She Sees Everything
  8. I Fear the Worst
  9. Fail Me (My Temple)
  10. Earth Stood Still
  11. Simple Skeletons

Megadeth

Chegava a hora da banda que quanto mais vir para o Brasil, melhor, e ao ver aquela intro com a apresentação mais que clássica no telão, o primeiro a entrar no palco, Dirk Verbeuren  na bateria ao erguer as baquetas para o ar, entram Davvid Ellefson no baixo, e nosso menino de ouro Kiko Loureiro na guitarra já começa com o hino “Hangar 18“, com aquela batida, onde todos gritam “…Megadeth…”, o público já estava na mão…. e em meio a luzes verdes bem esfumaçado vem a pedrada seguinte, “The Threat is real“.

A banda é um primor ao vivo, beira a perfeição do CD, e lá tivemos “Wake up Dead” e na terceira vendo a galera do Meet&Greet ali assistindo do palco, uma ideia bem interessante já que o M&G da banda praticamente se resume quase que a foto, e um crachá, nada mais, nem uma camiseta oficial, bem simples mesmo, mas essa experiência sim é diferente, embora deveriam sim assistir todo o show dali.

A sequencia e set list já estava diferente da última apresentação e sim isso é muito bom, afinal, sempre como brasileiros queremos mais, e duas dos mais clássicos, a sombria, “In my Darkest Hour” e “Trust“, e assim como disse no show anterior, repetimos aqui,  Kiko está agitando muito mais que nos tempos de Angra, e dessa vez o achei mais solto, até chamando mais a galera e óbvio sempre correspondido.

A entrada de Kiko a banda trouxe aos shows aqueles Angretes, que acompanham apenas as bandas de ex-membros, e no final isso é muito bom, pois acaba conhecendo também outras sonoridades, podendo gostar ou não, ai faz parte, mas quem estava lá por Mustaine & Cia Ltda ao ouvir “Take no Prisioners” que não tocaram ano passado, já ficava feliz, com “Sweating Bullets” na sequencia.

Pensávamos agora Mustaine fala, que nada eles mandam “She Wolf ” na sequencia,  e falava é agora e ai sim, Mr Mustaine cumprimenta a todos e elogia que bom que estão contudo assim como no ano passado e anuncia,  “Skin o’My Teeth“.

Até por gosto pessoal achei que ai o show pegou fogo, com “A Tout Le Monde“, “Tornado of Souls” praticamente direto, fudidamente fudido, usando até esse pleonasmo tentando mostrar o que vinha do palco, “Dystopia” veio depois, e ah, como esse disco, ganhador do Grammy já pode ser considerado um clássico.

O que não canso de repetir é que todo mundo sabe que a banda é do Mustaine, não há dúvidas sobre isso, mas ele é um dos poucos frontman, que deixam todos serem principais nos shows, ele vai encosta nos P.A’s e deixa ora Kiko ora Ellefson serem protagonistas do show, e isso ocorre durante toda a apresentação. Parabéns a ele…

Aquele vídeo mostrando a moto indo em direção a bandeira, ou coisa assim, e após essa podre descrição tínhamos o riff de “Symphony of Destruction” com os gritos de “Megadeth… Megadeth“, só bradávamos caralho isso tem quase trinta nos e continua muito bom.

Aquele bla bla bla da antiga banda de Mustaine (Que também é excelente!!!) poderia ser a intro para “Mechanix” , que se tem alguém que não sabe é a versão original do que você conhece como “The Four Horseman“, com imagens de acidentes espetaculares da fórmula Nascar, e qual sequencia, com Ellefson vindo a frente chamando todos no microfone de Mustaine com aquela intro poderosa de ” Peace Sells” e ver todo um espaço das américas cantando o refrão no final da música é muito bom de se ver.

Saem do palco e voltam logo, óbvio e terminam mais uma brilhante passagem por São Paulo, sua décima terceira se não estiver errado com “Holy Wars”, e puta que o pariu como queríamos mais.

Destaque negativo mais uma vez Kiko Loureiro não veio no microfone e disse um oizinho, para nós ovacionar nosso guitarrista que toca em uma das banda do Big Four… Na próxima pede para o Mustaine por favor…

  1. Hangar 18
  2. The Threat Is Real
  3. Wake Up Dead
  4. In My Darkest Hour
  5. Trust
  6. Take No Prisoners
  7. Sweating Bullets
  8. She-Wolf
  9. Skin o’ My Teeth
  10. A Tout Le Monde
  11. Tornado of Souls
  12. Dystopia
  13. Symphony of Destruction
  14. Mechanix
  15. Peace Sells

Encore:

Holy Wars… The Punishment Due

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