Resenha: Lemmy, o filme

O documentário dirigido pela dupla iniciante Wes Orshoski e Greg Olliver não tem grandes pretensões cinematográficas, é direto como o som do Motörhead. A equipe de gravação seguiu a banda durante 3 anos, além de entrevistar grandes nomes da música, como Alice Cooper, Metallica, Ozzy Osbourne, Slash e o sempre bem humorado David Grohl.
Com quase duas horas de duração (116 minutos), o filme conta a história do frontman do Motörhead desde antes da banda, sua família, sua música e sua obssessão por artigos de guerra. O fato dos produtores terem decidido por fazer um filme focado em Lemmy, ao invês da banda, gerou alguns comentários enciumados dos outros integrantes (Phil Campbell e Mikkey Dee).
Há poucas interferências da equipe de gravação, que apenas faz algumas perguntas durante o filme. Apesar de ter fama de rabugento, com respostas curtas, Lemmy fica bem a vontade com as câmeras, tudo o que ele faz é ser ele mesmo. E essa honestidade pessoal e musical é uma das características eleogiadas pelos entrevistados.
Mais do que uma idolatria ao padrinho do thrash, Lemmy é um filme sobre rock and roll, com causos e conversas sobre o estilo. Ainda não há previsão de quando o filme chegará no Brasil, embora já esteja disponível para venda nos EUA. Apesar de um final um pouco melancôlico, o documentário termina com uma ótima sequência de rock para os créditos finais, e o filme é exatamente sobre isso: o rock e um dos ícones da música pesada.

Fonte: IMDb, Lemmy Movie Official Site.