Resenha: Eluveitie @ Estúdio M – São Paulo/SP

Mandola, Flauta, Hurdy Gurdy e Violino aliados ao peso do Heavy Metal em um sábado festivo no Estúdio M em São Paulo, uma verdadeira celebração folk em uma mistura musical homogênea e perfeita ao vivo, uma noite que ficará registrada para sempre na memória de cada um que esteve presente!

Eluveitie 2011 sp

Seguindo o script da noite, a primeira banda de abertura, a santista Opus Tenebrae, sobe aos palcos mostrando seu pesadíssimo Black Metal celta, que fez o que a maioria das bandas de abertura não consegue fazer em pouco menos de meia hora: empolgar o público que espera pela atração principal. A segunda banda de abertura, a curitibana Hawthorn, de Extreme Symphonic Metal, já não conseguiu agradar tanto assim por fugir do estilo que o público esperava ouvir na ocasião. A primeira hora de show ficou por conta dessas duas bandas, muito boas dentro das suas vertentes.

Quase pontualmente, a apresentação principal da noite começa com a introdução “Otherworld” e logo com todos os integrantes da banda Eluveitie – Päde Kistler (Gaita de fole), Merlin Sutter (Bateria), Sime Koch (Guitarra, Vocal), Chrigel Glanzmann (Vocal principal, Mandola, Flautas, Gaita, Violão Acústico e Bodhrán), Meri Tadic (Violino, Vocal), Kay Brem (Baixo), Ivo Henzi (Guitarra) e Anna Murphy (Hurdy Gurdy, Vocal) surgem no palco e já emendam a música “Nil” com muita energia!

Eluveitie 2011 sp

Na segunda música, “Gray Sublime Archon” a euforia do público já era imensa, Meri e Anna tocavam demonstrando grande surpresa. O show seguiu com ritmo brutal de “Bloodstained Ground” junto com os vocais rasgados de Chrigel, que mesmo em meio ao calor infernal não dispensou sua touca de praxe enquanto quase toda a banda até tocava descalça, e continuou aparentando não sentir calor algum em “Your Gaulish War”, uma música com mais melodia do que as anteriores, onde toca com maestria sua flauta. Em “Thousandfold”, o público foi presenteado com o grande entrosamento da banda, que ficou muito claro sendo possível ouvir todos os instrumentos nitidamente, mesmo com o público cantando o refrão como se nunca mais precisasse de voz!

Quando as primeiras notas de “Inis Mona” soaram, aconteceu o que já era previsto: o público cantando mais alto do que o próprio Chrigel, e quando não havia letra ouvia-se nitidamente um “ÔÔÔ” no ritmo desta que certamente é a música mais conhecida da banda. No meio da música a banda ainda parou pra ouvir a galera cantando o refrão várias vezes, um show a parte.

Eluveitie 2011 sp

Dando sequência ao show, Anna deixou sua Hurdy Gurdy de lado e Chrigel anunciou “Slanias Song”, seguida de “Ommos”, ambas com Anna assumindo o vocal principal, sendo a primeira bem mais pesada com direito à Anna tirando um “embromation” horrível do público que continuava a música quando ela pedia apenas que repetissem o que ela cantava, e a segunda com o belo dueto entre Meri e Anna nos vocais.

O show seguiu com a bela e instrumental “Isara”, como se fosse uma passagem para anunciar a parte mais pesada da apresentação. Meri inicia “Quoth the Raven” em seu violino, que logo dá lugar ao peso das guitarras e ainda assim deixando evidente o restante dos instrumentos. Merlin estava brutal em sua bateria, mas ainda era só o começo.

Além da visível satisfação, a banda parecia realmente se divertir no palco, assistindo o empenho dos espremidos na grade e uma tentativa de Wall of Death solicitada por Chrigel nessa altura do show. Claro que não faltaram agradecimentos pelo ótimo público.

Eluveitie 2011 sp

Quando a guitarra de “The Song of Life” começou seus acordes já havia um espaço vazio entre o público esperando o momento certo para ser devidamente preenchido por fãs furiosos. Foi no mínimo uma tentativa digna de Wall of Death. Seguindo o show, a ótima “Kingdom Come Undone” e “(Do)Minion” que juntas devem ter acabado com restante de movimentos do pescoço de muita gente.

Já na parte final do show, a instrumental “AnDro” muito apreciada pelo público, o instrumental da banda estava incrível, e mais uma vez o som da casa estava ótimo! Ao término desta última música, a banda se retirou, parando por instantes o grande show.

Aos gritos de “one more song”, que pediam obviamente para que a banda voltasse, Anna Murphy volta tocando um pequeno trecho de Star Wars em sua Hurdy Gurdy e logo toda a banda retorna.

No Bis, a banda tocou a “Primordial Breath” que certamente foi a surpresa anunciada para a turnê no Brasil. Para não ser repetitivo, o destaque desta música fica para Meri e Chrigel, ao invés de toda banda (rs).

A última música, “Tegernako” é uma aula de Folk Metal ao estilo Eluveitie, partes melódicas com violino e flauta e mandola a mil, partes cadenciadas com os vocais rasgados e guitarra grave e baixo poderoso e também partes incrivelmente rápidas com bateria matadora. E foi nesse ritmo que o show terminou, depois com a banda muito solícita ao acender das luzes.

A galera bem que tentou, mas não rolou a música “Brictom”, o que não tirou o brilho deste grande show.

Set List Eluveitie em São Paulo:

Intro: Otherworld
1 – Nil
2 – Bloodstained
3 – Gray Sublime Archon
4 – Your Gaulish War
5 – Thousandfold
6 – Inis Mona
7 – Slanias Song
8 – Omnos
9 – Isara
10 – Quoth the Raven
11 – The Song of life
12 – Kingdom Come Undone
13 – (Do)minion
14 – AnDro

Encore:
15 – Primordial Breath
16 – Tegernako

Galeria de Fotos Eluveitie, Opus Tenebrae e Hawthorn:

Agradecemos a Web Rádio Metal Militia pela oportunidade data para cobrir o evento.

Fotos por: Bruno Bergamini.
Resenha: Edu Escobar.

Tags: eluveitie, Evento, Opus Tenebrae e Hawthorn, Show

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Sobre o autor:

Eduardo Escobar:
Paulistano, trabalha com TI e é um eterno estudante de Ciência da Computação. Vocalista nas horas vagas, foi iniciado pelo Iron Maiden há muito tempo, curte Futebol, Truco, Poker, Stoner/Sludge/Doom Metal mas não dispensa bandas de outras vertentes. Aqui na A ILHA DO METAL, é responsável pela parte administrativa do site, mas também publica conteúdo.@eduescobar Facebook

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