Ratos do Porão, Invasores de Cérebro, Questions @ Festival “O Fim do mundo, Enfim” SESC POMPEIA

O fim do mundo, enfim – dia 31/03/12

Texto e fotos: Rogério Suenaga

No terceiro e último dia de festival, o público desde cedo já era bastante numeroso nas dependências do Sesc Pompéia. O público que veio prestigiar as três bandas da noite, era mista, composta por metalheads, moderninhos e punks mantendo a tradição do visual clássico, calça jeans rasgada, jaqueta com tarraxas e cabelo moicano.

Antes do início do espetáculo, conversei com alguns técnicos e seguranças do local que nos confirmaram que nesses dias de festival não houve nenhuma ocorrência, uma ótima notícia, para alegria geral, pois beneficia para o bom funcionamento do espetáculo e para os futuros shows do gênero que ocorrerão.

Novamente o início do show começou pontualmente no seu horário, comoé tradição do SESC, e a primeira banda a subir ao palco foi a banda de Questions. Desde a primeira música a banda mostrou que veio pra fazer barulho e agitar todo mundo com seu hardcore, mostrando muita garra e competência ao longo de pouco mais de trinta minutos. Com guitarra pesadíssimas e bateria destruidora a banda agitou toda a galera que veio prestigiar a banda naquela noite.

A banda subiu ao palco com a seguinte formação: Edu Andrade (vocal), Pablo Menna (guitarra e vocal), Eduardo Akira (bateria) e Hélio Suzuki (baixo).

Setlist – Questions

– Life is a Fight

– Union/Respect

– Left Behind

– The Victory Speech

– Consume

– Prove Yourself

– Never Give Up

– Born N´Raised

– SPHC

– Minor Threat

– Strength

 

Em seguida, sobe ao palco uma das pioneiras da banda punk paulistano de subúrbio “Invasores de Cérebro”. Outra banda que tem como líder o renomado e carismático vocalista Ariel Uriana que não parou um minuto sequer no show. A banda se apresentou de forma competente e a todo momento Ariel fazia crítica ao regime militar e fazia-nos sentir na época da ditadura. Chegando ao final do show, Ariel convida para subir ao palco o veterano líder de uma das precursoras bandas do movimento punk, o vocalista Indio que junto com a banda Invasores de Cérebro agitaram ainda mais a galera e não faltaram stage dives e a agitação do público.

SETLIST – INVASORES DE CÉREBRO

– São Paulo

– Bonecos de Tiro ao Alvo

– Olhos Perdidos

– Realidade

– Peste, Fome, Guerra e Morte

– Apatia, Covardia ou Uma Grande Explosão

– EZLN

– Horário Nobre

– Na Porta do Inferno

– Oração

– Anti Militar

– Noites Quentes da Cidade

– Confusão Cerebral

– Jogando com Perdedores

– Um Triste Conto de Fadas

– Sobre Corpos e Mentes

– Porra de Vida´

Chegada a hora da última banda da noite, todos aguardavam pelos Ratos de Porão com muita ansiedade, pois há algum tempo o público esperava por um show da banda na cidade.

João Gordo e companhia sobem ao palco, ou seja, João Gordo (vocal), Jão (guitarra), Boka (bateria) e Juninho (baixo), e iniciam o seu massacre sonoro para agitar todo mundo, com a casa totalmente lotada. A banda mostrou-se em ótima forma, detonando todo o seu repertório. João Gordo mostrou que apesar da “fama” na tv, não atrapalhou em ser líder de uma das maiores bandas punk do país. No show do Ratos não tinha setlist definido e a cada música era decida na hora entre a banda. A grande maioria de seus hits foram tocadas, Beber Até Morrer, Sofrer, Crucificados pelo Sistema, entre tantos outros.

João Gordo demonstrou muita simpatia com o público, brincalhão, soltando várias piadas nos intervalos das músicas, além de criticar as pessoas que o criticam. Outro momento do show, João Gordo faz uma homenagem lembrando a memória do falecido vocalista Redson, do Cólera, citando que o festival estaria melhor com a sua presença. Quase no final do show, a corda da guitarra de Jão arrebenta e por uma grande ironia, não havia instrumento e nem corda nova para substituição, e João Gordo brinca que o guitarrista é muito confiante, não trazendo um segundo instrumento nem corda. Durante o intervalo, o baterista Boka e o baixista Juninho trocaram seus respectivos instrumentos e tocavam um som de improviso muito divertido. O roadie se equivocou e substituiu a corda por uma igual que não havia estourada. Aumentando ainda mais o intervalo do show. Feita a troca e com a banda de volta a ativa, João Gordo e companhia não fizeram feio e é comprovado que os anos passam e a banda não importa o seu estilo melhora com a sua experiência de palco. Longa vida a todas as banda que se apresentaram nos três dias de festival e aguardamos mais encontros nesse estilo nos próximos tempos. Parabéns a todas as bandas que se apresentaram, ao Sesc Pompéia e principalmente ao público que estiveram presente e fizeram um festival de paz, muita música punk de qualidade e harmonia.

 

 

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Sobre o autor:

Marcos Cesar de Almeida:
"Metaleiro das antigas" ou Tiozinho dos shows, Torcedor do Monte Azul, ouço todas as vertentes do Metal, Hard, folk, death, THrash, tendo distorção e bem feito tá valendo. Twiter : @BULLINO

já escreveu 1923 artigos para a Ilha do Metal.