Rancid e Metallica @ Interlagos – São Paulo/SP

Lollapalooa 2017 surpreendeu e muito e vamos lá tentar descrever.

Fotos Rancid M Rossi e Metallica I Hate Flash ( Divulgação Página oficial Lollapalooza Br)

Texto: William S. Torres

Através de uma instituição financeira que por sinal nos deu a possibilidade de cobrirmos o Show dos Rolling Stones, há mais de um ano atrás, recebemos o clipping e selecionamos as melhores partes referente aos shows que todos estavam atentos no último sábado no Festival Lollapalooza 2017.

O melhor jeito de chegar ao Festival é com o Trem Metropolitano e mesmo sendo perto a estação ao Autódromo a caminhada cansa, e sempre você lembra que precisa fazer mais exercícios, a ida a esse Festival, é um teste para sua capacidade aeróbica.

Em relação ao evento ele é bem maior com os shows com várias coisas a serem feitas no evento, com stands bem legais de serem visitados, e recordações desse ou daquele patrocinador, a entrada e a fila para carregar a pulseira estavam tranquilas, mas para se pegar a cerveja com os copos temáticos era horrível e um tempo muito grande, faltando previsão e organização no mínimo onde tem que ser revisto e corrigido para o próximo ano;

Agora vamos aos Shows…

Rancid

Se tornando tradição no festival já que o ao passado tivemos o Bad Religion, dessa vez tivemos, Tim Armstrong, Lars Frederiksen, Matt Freeman, Branden Steineckert que formam o Rancid e com uma carreira de 25 anos, finalmente pisava em terras brasileiras .

Começaram com seu clássico Ska com ” Radio“, ” Roots Radicals” e “Journey to the End of the East Bay” que como curiosidade fala da ex banda Operation Ivy de dois integrantes da banda, e com uma história repleta de bons discos, foi clássico atrás de clássico.

Como em todo show punk, as músicas são tocadas praticamente direto, embora achamos que teve muito boa a comunicação com a banda até agradecendo a recepção pelo atraso de 25 anos em não tocar por aqui.

Elogiar as músicas passa a ser quase que a escolha pessoal, mas não citar ” Dead Bodies“, ” Olympia W.A” ou as três últimas, “Fall Back Down” o hit radiofonico ” Time Bomb” e o clássico maior “Ruby Soho”  terminou uma brilhante apresentação.

Vale destacar que neste show teve muito mais rodas que no show do Metallica, porém a de se lamentar que a banda não tenha feito algum show solo no Brasil como outros deste Festival fizeram, e esperamos que tenha aprendido o caminho e voltem rápido ao Brasil.

Radio
Roots Radicals
Journey to the End of the East Bay
Maxwell Murder
The 11th Hour
East Bay Night
Last One to Die
Dead Bodies
Salvation
Bloodclot
Old Friend
The Bottle
St. Mary
Tenderloin
Olympia WA.
Honor Is All We Know
It’s Quite Alright
Fall Back Down
Time Bomb
Ruby Soho

Metallica

And Thrash for All…

Depois de toda aquela chateação que encheu as redes sociais com a visão do Metallica, a verdade é que a banda, deixou de ser apenas Heavy Metal e a banda apresenta todos seus elementos Thrash ao Mainstream ou música Pop, já que a banda por si só chama muita gente e neste dia não foi diferente levando cem mil pagantes ao Festival.

Quando iniciou a tradicional introdução dos shows da banda a euforia contagiou a todos e de cara com duas do novo álbum com “Hardwired” e “Atlas , Rise“, começando de maneira épica,  e em seguida dois clássicos, ” For who the bells tolls” e a surpresa “The Memory remains” do criticado porém excelente Load.

O que se destacava era o palco simples, já que a produção não era da banda e do Festival o palco não era aquele acostumado com um piso acima, onde usualmente os músicos andam e isso era uma coisa nítida que diferenciava dos outros shows da banda por aqui.

“The unorgiven” não ficou de fora,  e assim mais duas do novo e excelente álbum deles Hardwired… to Self‐Destruct, com “Now That We’re Dead” e “Moth Into Flame”. James Hetfield tem uma comunicação impecável com o público, você praticamente conhece todas as falas, mas mesmo assim, te cativa e muito.

Após a nova ” Halo on fire”, tivemos o solo de Rob Trujillo, onde o músico fez uma homenagem a Cliff Burton tocando o clássico trecho de “Anesthesia (Pulling Teeth)” sendo ovacionado pela enorme plateia presente.

Perguntando se queríamos ouvir uma música old school mandaram ” Whiplash” seguidas pela sempre pesada, arrastada e perfeita “Sab But True”.

A presença de palco deles é excelente, são feitos para fazer shows e shows grandes como esse, eles são diferentes, por mais que critiquem um show ruim do Metallica é um baita de um show, e esse tava longe demais de ser ruim, afinal não da para reclamar de um show que na parte final teve “One”, “Master of Puppets”, “Fade to Black” e termina com  “Seek & Destroy”.

Rapidamente tivemos o bis que não teve o tradicional cover, mas tivemos ” Batterry”, a previsível ” Nothing Else Matters” e o final sempre perfeito com ” Enter Sandman”.

Um set perfeito, baseado nos cinco primeiros discos, com uma música do sexto e valorizando o álbum novo com cinco petardos escolhidos a dedo e uma apresentação inesquecível e já deixando todo mundo louco avisando que voltarão muito em breve..

Showzaço, e a ida ao trem com muita exaustão foi com um sorriso pensando em nunca mais ir em Festival , pois cansa muito, e ai se dá conta que tem Slayer no Maximus Festival, King Diamond no Liberation Festival, Aerosmith, Guns, Alice Cooper e  Def Leppard no Rock in Rio e claro que desiste dessa idéia.

A data da volta do Metallica no Brasil deverá ser 7 de outubro!!!! E sim estamos chutando, mas quem sabe.

The Ecstasy of Gold
Hardwired Intro
Hardwired
Atlas, Rise!
For Whom the Bell Tolls
The Memory Remains
The Unforgiven
Now That We’re Dead
Moth Into Flame
Harvester of Sorrow
Halo on Fire
Whiplash
Sad but True
One
Master of Puppets
Fade to Black
Seek & Destroy

Battery
Nothing Else Matters
Enter Sandman