Made in Brazil, Golpe de Estado e Salário Mínimo @ Virada Cultural – SP

A oitava Virada Cultural ocorrida no último final de semana em São Paulo que trouxe várias apresentações para todos os gostos na cidade. Com palcos espalhados praticamente pela cidade inteira e o gênero Rock’n’Roll que apreciamos tanto estava concentrado em 3 palcos.

O palco da Rua dos Gusmões onde se concentrou o punk Rock e HardCore, o Palco São João onde ocorreram os principais shows internacionais na data e o Palco do Largo do Paissandu chamado Palco Baratos Afins que homenageou o Sr Luis Calanco nomeando este como palco Baratos Afins em homenagem a loja/gravadora que o empreendedor possui.

Made in Brazil

A ideia inicial de nossa cobertura era cobrir os 3 primeiros shows do Palco São João e se dirigir ao Largo Paissandu cobrir o restante das apresentações daquele palco. A primeira banda que começaria sua apresentação as 18:30 ao invés de 18:00 como todos os outros tinha uma abertura sensacional, o Made in Brazil tocaria o clássico “Jack o Estripador” (de 1976) na integra com muitos membros da banda na época como excelente vocalista Percy Weiss e o baterista Franklin Paulino.

O Made in Brazil que claro contaria com novos integrantes tem agora em sua formação Jean Carlo no Trombone, o estreante Leandro mar no Piston, Otávio no Sax, o outro estreante Johnny Boy nos teclados, as cantoras Renata e Cris, o guitarrista Mateus Cannali, a volta do filho de Oswaldo na Bateria, Ricky Vecchione, o grande guitarrista Celso Vecchione e no baixo Oswaldo Vecchione.

Após a apresentação “Gasolina” do outro clássico “Pauliceia Desvairada” deu inicio as atividades, seguido pelo título do mesmo album onde Oswaldo “Rock”
Vecchione ja chamava o público e prontamente era atendido, na sequencia uma homenagem a Dr.King com Sexo, Blues e Rock’n’Roll

Na sequência uma das minhas preferidas e do album que conheci a banda e do Deus Salva o RockAlívia eles vieram com”Treta de Rua” para na sequência iniciar no bom sentido o massacre sonoro que é o álbum “JAck o Estripador”
,para se ter uma idéia se hoje é difícil fazer sucesso com rock, imaginem em 1976, e lotando ginásios e estádios sendo a maior banda na época.

Já com Percy Weiss o primeiro hit do clássico foi “Meu amigo Elvis”, em homenagem ao próprio para na sequência “Tratamento de Choque” e chamam ao palco o parceiro de longa data Tony Babalu e Percy avisa que tem gente até a vista no horizonte mostrando o sucesso da apresentação da banda para executarem uma balada “Quando a primavera chegar” e na sequencia o clássico “Banheiro” com sua letra bem irreverente.

Percy anuncia que muito das músicas serão tocadas pela primeira vez e pede ao público para cantar “Os bons tempos voltaram”, e Percy anuncia que a próxima música será a primeira vez que seria tocada quando ao avisam aovocalista que só poderiam mais duas. Ai veio o clássico “Jack o Estripador” e na metade da música a luz do palco é apagada, fazendo com esta atitude, um desrespeito tanto com a banda quanto com os quase 10 mil espectadores que estavam presente que estavam lá não pelo “malacafento” que mandou o apagar das luzes, mas por uma banda que tem 45 anos de estrada, uma percusoras do Rock ‘n ‘Roll e merecia O MÍNIMO DE RESPEITO E PROFISSIONALISMO ainda mais vindo de um dos maiores eventos culturais ao ar livre da América Latina.

Como não temos nada amarrado com ninguém e não “passamos pano” por credencial segue o nosso protesto com o ocorrido;

A decepção a atitude da Técnica foi tão grande, pela atitude com as luzes que desisti de ver o Iron Butterfly, ou qualquer coisa que tocaria neste palco.
Set List

1.Gasolina
2.Pauliceia Desvairada
3.Sexo, Blues e Rock’n’Roll
4.Treta de Rua
5.Meu amigo Elvis
6.Tratamento de Choque
7.
8.Banheiro
9.Quando a primavera chegar
10.Os bons tempos voltaram
11.jack o Estripador
12.Minha vida é Rock’n’Roll

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Golpe de Estado.

Os gênios Hélcio Aguirra na Guitarra, Nelson Brito no Baixo, e os novatos na banda Dino Linardi Rocker no Vocal e Roby Pontes na Bateria entraram no palco um pouco antes do horário previsto para poderem tocar algumas músicas a mais e iniciaram o maravilhoso show com “Underground” e mesmo com o horário tardio todo o público canta e “Moondog” do album Forçando a Barra e Dino avisa que a Virada era uma balada e “Noite de Balada” soa fantástica.

A sequência matadora vem com “Paixão”,também do forçando a Barra soa perfeita para uma apresentação com umas 5 mil pessoas que em plena 4 horas da manhã, onde todos cantavam os clássicos no maior volume possível, a qualidade técnica de Helcio e Nelson e a presença de palco dos mesmos impressiona, junto com o Salário Mínimo e Chave do Sol na décade de 80/90 eram os maiores artistas do Selo Baratos Afins e até hoje fazem esse estrondoso sucesso pelo Brasil.

Dino anuncia que a banda está encerrando os preparativos para o próximo album e que agora apresentariam uma das canções desse album e “Rockstar” é apresentado e ao final perguntam se a platéia gostou, como não… pensei, isso é Golpe.

“Sem Elas” e “Caso Sério” deram o tom para show inesquecível do ano quando ao anunciar que agora era hora então “Não é Hora” cantada por todos e após essa Dino comenta sobre a cena nacional e após um pequeno solo de bateria “Terra de ninguém” vem perfeita…, Helcio então faz um solo de entrada para o clássico “Nem Polícia nem Bandido” já estava chegando a hora do fim da apresentação com “Liberação Feminina” um clássico do primeiro EP da banda.

Toda a platéia pediu mais uma,nos tradicionais gritos de ” mais um, mais um”
e a banda ainda no palco emenda “Quantas vão” terminando uma apresentação perfeita.

Set List
1. Underground
2. Moondog
3. Noite de balada
4. Paixão
5. RockStar
6. Sem Elas
7. Caso Sério
8. Não é hora
9. Terra de Ninguém
10. Nem Polícia nem Bandido
11. Quantas vão..

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Salário Mínimo

Chegava a hora de ver o último show que pretendia assistir e lá estava junto com umas 5 mil pessoas que após a intro e o riff de “Eu não quero querer mais” lá estavam no palco Marcelo Campos na bateria, Diego Lessa no Baixo, Daniel Beretta e junior muzilli nas guitarras e China Lee nos vocais para destruir no bom sentido aquele palco e mostrar a força que o verdadeiro Rock Nacional tem..

Beijo Fatal na sequência cantanda em uníssono pela platéia insadecidas as 6 da manhã,e China agradece a Luiz Calanca pelo que ele é, pois se não tivesse o SP Metal muitos anos atrás ele teria provavelmente outra profissão e na sequeência mais uma do Simplesmente Rock e “Sofrer” contagia a todos. China mostra uma catedral que se localiza no Largo do paissandu e comenta que lá deve ter vários anjos e então do clássico Beijo Fatal “Anjos da Escuridão”, emendado com “Noite do Rock”, que pelo horário foi apresentado como dia do Rock em função do sol já ter nascido neste horário.

China explica que a próxima música é muito difícil de cantar pois a letra fala de sua ex-mulher falecida anos atrás e Anjo e cantada e todos curtem a balada respeitando a letra e comoção do vocalista interpretando a mesma.Os aplausos ao final certamente marcaram o vocalista.


A próxima era sobre uma psicologa que Junior e China conheceram na “Casa de todas as Casas” chamada Love Story e “Dama da Noite” é cantada por todos mostrando que a música é um hino do Rock Nacional.Após apresentar a banda anunciam a última música “Jogos de Guerra” e ao público totalmente insano cantar os “oooooo” do refrão da música, certamente foi marcante a banda pois foi extremamente alto e aos pedidos de “Cabeça Metal” a banda executa co maestria o clássico do “SP metal I” terminando a apresentação da banda.

Set List

1- Eu Não Quero Querer Mais
2- Beijo Fatal
3- Delirio Estelar
4- Sofrer
5- Anjos Da Escuridão
6- Noite de Rock
7- Anjo
8- Dama da Noite
9- Sociedade Alternativa
10- Jogos de Guerra

BIS
Cabeça Metal

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Ao final indo para o Metrô e ver todos inferninhos fazendo sua “Virada Cultural” e os bêbados, drogados e afins que fazem com que a virada Cultural as vezes se transforma na Zumbilandia Cultural.

 

Comentários:

Sobre o autor:

Marcos Cesar de Almeida:
"Metaleiro das antigas" ou Tiozinho dos shows, Torcedor do Monte Azul, ouço todas as vertentes do Metal, Hard, folk, death, THrash, tendo distorção e bem feito tá valendo. Twiter : @BULLINO

já escreveu 1925 artigos para a Ilha do Metal.