Korpiklaani 21/03, Clash Club, São Paulo

Depois de mais de quatro meses de espera finalmente chegou o dia do show, que havia sido adiado, dos finlandeses do Korpiklaani, no dia 21/03 no Clash Club em São Paulo. Os portões foram abertos com quase uma hora de atraso do que havia sido divulgado, com todos impacientes do lado de fora, fizeram uma das poucas coisas que dava para fazer, beber e gritar, nomes de bandas, músicas (cantaram até Raul) e alguns até jogavam cerveja uns dos outros. Já dentro da casa, nos deparamos com um palco muito pequeno para bandas com mais de quatro integrantes e isso fez com que pessoas que estavam nas laterais da casa não pudessem ver alguns membros da banda que ficavam escondidos atrás das caixas de som.
Ficou a cargo dos brasileiros do SkaldicSoul a abertura da noite, com apenas 30 minutos para tocar a banda se mostrou muito competente ao vivo tocando composições próprias e alguns covers de bandas como Ensiferum e Turisas, os covers fizeram com que a banda caísse na graça do público que pulou e agitou o show inteiro.
Alguns ajustes nos equipamentos e lá estavam os argentinos do Skiltron, até então eu não conhecia a banda e na hora do show fiquei surpreso porque a qualidade é tremenda. A banda usa uma gaita de fole o que dá um diferencial para eles e tocou apenas composições próprias durante os 40min que tinham. O gigante vocalista, que deve assustar muitas pessoas, depois de algumas músicas estava emocionado com o calor do público presente, sorrindo de alegria constantemente e tentando falar português frustradamente, mas nada que afetasse o resultado final do show que fez com que a banda ganhasse novos fãs.
Outra pequena pausa e chegava à hora do Korpiklaani entrar em ação, logo da banda no telão, fãs gritando loucamente e com todos posicionados vem à primeira da noite, Vodka, música do último disco da banda que, creio eu, não sairá mais dos setlists futuros. A banda se mostrava feliz por estar tocando em São Paulo, o baterista “Matson” toda hora acompanhava os fãs quando os mesmos começavam a gritar o nome da banda, o guitarrista “Cane” e o baixista Jarkko estavam toda hora com um sorriso no rosto, o frontman Jonne Järvelä estava para lá de empolgado, pulava, dançava, agitava feito um louco, já o violinista Hittavainen e Juho Kauppinen que toca acordeão pareciam estar sendo forçados a tocar ao vivo porque ficaram o show inteiro com a cara fechada.
A banda também tocou Journey man, Korpiklaani, Erämaan Ärjyt, Pinewoods, Metsämies, entre outras. Algumas músicas da banda foram pedidas por todos e o vocalista Jonne atendeu aos pedidos do público que primeiro gritou por Wooden Pints, depois foi à vez de Happy Little Boozer então começou a gritaria por Beer Beer que só não foi tocada na hora porque ela seria a música que encerraria o show depois das músicas Let’s Drink e Midsummer Night que faziam parte do bis, nas duas ultimas músicas Jonne deixou de lado a guitarra, pegou o microfone na mão, se pendurou na grade e foi cantar com a multidão. Durante a execução de Beer Beer começou a voar cerveja para tudo quanto é lado dando um banho em todos os presentes. O show chegava ao final, à banda agradece, o vocalista pega a bandeira do Brasil e promete que estará de volta logo. E podem vim que estaremos à espera para ficarmos bêbados e nos banhar em cerveja novamente!
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