Jean Luc Ponty @Teatro Bradesco

Varias camisas do G3, Rush, Symphony X e Dream Theater intercalavam com senhores de social ou terno e gravata, com ou sem cabelos compridos, mostrando que quando a música é boa o público prestigia e comparece. Existem músicos que superam tendências ou estilos e são conhecidos por sua versatilidade  e Jean Luc Ponty se encaixa perfeitamente nesse contexto.

O músico Jean Luc Ponty que começou a carreira com Stephane Grappelli, a Mahavishnu Orchestra de John McLaughlin além do grande Frank Zappa nos anos 60 , e uma extensa carreira solo e ter feito grandes álbuns que influenciaram o Rock progressivo durante os anos 70 e 80, além de ter introduzido o violino no rock fundindo o mesmo com o melhor do jazz, que inspiraram muitas bandas atuais que continuam com o estilo até hoje com grandes solos, quebras de ritmo, e melodias extremamente bem trabalhadas que começaram nas obras deste mágico dos violinos.

No ultimo dia 23, o publico lotou o Teatro Bradesco para receber o violonista Jean Luc ponty que fez na semana passada a perna da turnê “The Atlantic Years Tour”  no Brasil que tinha no set list os clássicos por essa gravadora que durou entre 1975-1985 com doze milhões de álbuns vendidos pelo mundo, e para essa empreitada ele convocou os músicos que tocavam com ele nesta época, Jamie Glaser na guitarra (que além da JLP band tocou com Bryan Adams,Eric Burden e Manhatam Transfer e é responsável por varias trilhas sonoras de séries nos EUA), no baixo Baron Browne, na bateria Rayford Griffin (Stanley Clark, Michael Jackson) e nos teclados William Lecomte. Só fera.

O local escolhido por ser um teatro, portanto já era sabido que a acústica seria perfeita, assim como tivemos o Dr Sin e Orquestra na sala São Paulo, e como é belíssimo o Teatro Bradesco localizado dentro do Shopping Bourbon na Barra Funda, um show a parte. Mostrou-se um belíssimo e diferenciado lugar para espetáculos intimistas deste porte.

Com avisos de tempo restante para inicio do espetáculo, no horário previsto surge a banda no palco um a um e o primeiro hino The Trans-Love Express inicia os clássicos que seriam apresentados na noite, A Journey’s end e Faith in You dão sequencia a excelente apresentação dos músicos com destaque nesta parte ao tecladista William Lecomte, sem contar que é muito interessante ver um violonista dedilhando o violino da maneira como se fosse um violão

Pausa para primeira apresentação, descrevendo a tour onde Jean Luc Ponty explica a turnê baseada nos álbuns gravados pela Atlantic Records e avisa que as próximas músicas referem-se ao álbum Imaginary Voyage de 1976 e uma versão da Part I e Part II são executadas a perfeição seguida por Cosmic Messenger e Don’t let the world pass you by com Final truth, part II com direito a um solo espetacular de Rayford Griffin com direito a gritos do batera fazendo esse o melhor solo de bateria que vi neste ano.

Nesta parte Jean Luc Ponty apresenta todos os músicos, e a plateia inteira pede Jean Luc Ponty, pois faltava a estrela maior a ser apresentada e aos gritos de “And, and, and”, o mestre se abaixa e é ovacionado pela plateia sentindo-se emocionado pelo carinho do público presente.

Na sequencia temos a bela Demagomania e Mirage e todas as 4 partes de Enigmatic Ocean do álbum homônimo de 1977 finalizando a primeira parte do show.

O bis foi mágico com o clássico New country do álbum Imaginary voyage e Egocentric Molecules do excelente CosmicMessenger de 1978 finalizando uma memorável noite.

Ao final do show Jean Luc ponty do palco assinou varios Lp’s e o guitarrista Jamie Glasser fez um rápido Meet & Greet.

Agradecimentos ao Teatro Bradesco, Bruna Stella e Helena Prado da M2 Acessoria de Comunicação pelo credenciamento.

Set List

The Trans-Love Express
A Journey’s End
Faith in You
Imaginary Voyage, Part I
Imaginary Voyage, Part II
Cosmic Messenger
Don’t Let the World Pass You By
I Only Feel Good With You
Final Truth, Part II
(with drum solo)
Demagomania
Mirage
Enigmatic Ocean, Part I
Enigmatic Ocean, Part II
Enigmatic Ocean, Part III
Enigmatic Ocean, Part IV

Encore:
New Country
Egocentric Molecules

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Sobre o autor:

Marcos Cesar de Almeida:
"Metaleiro das antigas" ou Tiozinho dos shows, Torcedor do Monte Azul, ouço todas as vertentes do Metal, Hard, folk, death, THrash, tendo distorção e bem feito tá valendo. Twiter : @BULLINO

já escreveu 2001 artigos para a Ilha do Metal.