Def Leppard e Aerosmith @ SP TRIP- Allianz Park – São Paulo (24/09/2017)

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Dois dias já tinha se passado e dois dias digamos bem distintos, no primeiro dia, o The Who com o show que com 50 anos de carreira ninguém pensava que seria um décimo do que realmente foi, e ainda hoje penso que faltou palavras para descrever o show, e no último sábado o Bon Jovi, em um show muito superior ao do Rio de Janeiro, esbanjou carisma, competência e todo o profissionalismo, fazendo um show, perfeito para o maior público do Festival, que só deve ser superado no show da Terça com o Guns’n’Roses.

Um coisa a destacar foi que nesse dia, já existia nos corredores do Allianz Park, alguns pontos de lembrança de alguns patrocinadores, que onde o fã poderia gratuitamente fazer alguma atividade e levar para casa uma pequena lembrança, nem que fosse uma simples foto impressa, ou recebida no e-mail, e isso é a parte de um Festival, de viver a experiência ainda, mais de um nome tão tradicional na Gringa como SP TRIP eu realmente estava sentindo saudade desse tipo de atividade dentro do Festival, já que as vezes até em shows solos temos em alguns momentos essas brincadeiras, sempre legais para o público em geral.

Vamos ao Terceiro dia, e o mais aguardado, pelo menos pela minha pessoa, e o motivo era um só, Def Leppard, sonho de consumos de todos os tiozão que não puderam estar presentes no show de 1997, no Olimpia em São Paulo e sim a banda devia essa volta a cidade e ao Brasil, e isso finalmente iria acabar. No horário previsto, um excelente público já estava presente no palco e a recepção para a banda não poderia ser melhor, e assim como no novo DVD And There will be a Next Time o inicio vem com a nova “Let’s go”, e na boa, quem viveu o Hard dos anos 80 em dois segundos apenas com as luzes do palco aceso, já estava hipnotizado pelo clima e o que vinha do palco, a música que abre o show, na verdade é bem meia boca, mas na boa, “foda-se” era o Def Leppard no Palco, e ver Joe Elliot, Phil Collen,Vivian Campbell ( que já nos concedeu uma entrevista quando lançou seu projeto Last in Line), Rick Savage no baixo, e Rick Allen na bateria era como aquele brinquedo de criança você ganhando no dia do seu aniversário.

O clássico “Animal” do Mega platinado Hysteria, veio depois, e ali era um mix de sentimento, que eu faço nessa porra, grito, pulo e canto, gravo uma parte com meu smartphone para guardar a lembrança, ou fico parado com cara de não sou troo metal, e apenas bato o pezinho, quem fez a primeira opção fez como eu, e naquela hora, voltava a ser o adolescente capiau do interior realizando o sonho de vê-los ao vivo. A iluminação do palco preparado para a Tour era perfeita,  e obvio para ós ver os músicos se resume em um palavrão “puta que o pariu” e eles já emendam um clássico do inicio de carreira, “Let it go”, da fase que ainda eram considerados membros da NWOBHM e que sonzão ao vivo ainda eu pulava muito (Por enquanto aguentava!!!!).

Hora de satisfazer quem gostava das baladas mela cueca dos anos 80, e “Love Bites” faz muitos se dividirem entre gravar e os mais troo como eu, apenas bater o pezinho, e claro quando vi muitas gravações ao lado, tanto eu como um amigo de Fortaleza, começamos a cantar em português a versão dos nossos amigos do Yahoo, e muita gente olhava torto que queria sua gravação perfeita, mas pensamos o Rock’n’Roll é transgressão e divertimento e todos continuavam se divertindo e muito.

“Armagedon it”, outro clássico, outro do Hysteria, e essa sempre quis vê-la ao vivo, sensacional, e como era bom ver todo um estádio compartilhando o mesmo sentimento, cantando o refrão, e não não era show de abrir uma roda, era show de cantar junto, pular, se esbaldar, já que o Heavy Metal possui tantos estilos, e todos são para se divertir, e a sequencia com mais duas menos conhecidas a nova “ Man Enough” e a chatinha “Rocket”, mas quem ligou da pior música do Hysteria ter sido incluída no set, afinal, essa ruim é melhor que muita discografia de bandas de hoje em dia que se acham a última amandita do pacote e seus músicos ficam em rede social reclamando algo do tudo “ nossa esse vocalista/guitarrista não alcança a terceira nota em dó sustenido”.

A próxima foi do High ‘n’ Dry e a balada “Bringin’ on the Heartbreak” regravada pela artista Mariah Carry, (ou coisa assim…), e que coisa sensacional, hipnotizante, sendo sim repetitivo e nessas épocas em que muitos músicos ao invés de fazer boa música só reclamamde tudo,  eles ainda são petulantes e  emendam uma música instrumental que gravaram no inicio dos anos 80, a belíssima “Switch 625“, que nem é aquela punhetação que muitas instrumentais são feitas hoje em dia, e sim uma harmonia, que fez simplesmente umas 40 mil pessoas não tirarem o olho do palco.

Hysteria“, a faixa título do álbum, sensacional, perfeita,  considerada farofa a época pelos radicais que existiam, aqueles que só ouviam thrash e só reclamavam,, mas o álbum vendeu horrores, ou melhor milhões de cópias 30 anos atrás, e ainda, tendo a pouco lançado sua versão comemorativa, e continua nessa nova versão vendendo mais ainda, e um detalhe sobre presença de palco, como a banda soube usar a passarela que tinha na frente do palco, sempre agitando e chamando a galera sendo sempre bem atendido.

Joe Eliott pergunta “ Do you wanna get high?, e a intro de “Let’s Get Rocked” segue , a própria, e como foi bom ver essa faixa que teve seu lançamento do show em homenagem a Freddy Mercury, onde estrearam a música e a atual formação com Vivian Campbell, que perdura até os dias de hoje. Até então não tínhamos absolutamente nada do Pyromania, e era hora de celebrar esse disco com a primeira sendo “Rock of Ages”, clássico quando as bandas falavam de Rock mesmo, sendo uma das épocas mais criativas da música, e essa música virou até o nome do musical da Broadway que cobrimos recentemente aqui em São Paulo. Ela continua tão atual, que tinha 40 mil pessoas cantando e isso nos dias de hoje não é fácil, o final  ainda mais apoteótico com “Photograph“, e no telão passando momentos marcantes da banda em fotos, algo mágico, nostálgico e porque não dizer de celebração ao Rock como modo de vida, já que a banda e seus fãs estão juntos a mais de 35 anos e isso não é pouco tempo não.

Um show sensacional, e sempre no show me lembrava daqueles radicais dos anos 80, que hoje são os tiozão do sofá que só reclamam e deixam a vida passar na frente dos narizes, quem esteve ali viveu, exatos 1 hora e 17 minutos, de diversão com muito Rock, e com a alegria de 30 anos depois voltar a sua juventude já que o Hysteria foi celebrado nesse dia com 6 músicas no set list. Faltou faixa, óbvio, mas que a banda não demore mais 30 anos e faça outro show no Brasil celebrando toda sua carreira aqui, que vamos afirmar que eles ainda devem isso aos fãs brasileiros.

 

Let’s Go

Animal

Let It Go

Love Bites

Armageddon It

Man Enough

Rocket

Bringin’ on the Heartbreak

Switch 625

Hysteria

Let’s Get Rocked

Pour Some Sugar On Me

Rock of Ages

Photograph

 

Outra lenda fecharia mais uma noite no SP TRIP, e espero que eles tenham desistido da ideia de ultima Turnê e nos continue brindando com suas músicas, e no horário previsto e foi uma rotina nos três dias de futebol lá estavam Tyler & Cia já iniciando tudo começando com “Let the Music Do the Talking”, e por mais que goste de procurar bandas novas, mas como admiro e muito uma apresentação ao vivo, quem viveu de músicas as décadas de 80 e 90 o show de bandas desse período é diferente, parece que eles tem um cuidado a mais com escolha do set ou posicionamento no palco.

A sequencia absurda com clássicos e nessa ordem,  “Love in an Elevator”, e venhamos e convenhamos, quem já não quis e quantos aqui que leem essa resenha já não quiseram dar uma “pistolada” no elevador heim… e vamos  com mais de tirar o fôlego com “Cryin‘” e a potente “Livin’ on the Edge” que ao vivo ganha ainda muito mais força com a execução de Joe Perry. A banda ao vivo é algo de outro planeta, 5 senhores, que começaram do nada e são uma das coisas mais impressionantes de ser ver ao vivo, digno de se colocar o nome Lendas ou Deuses do Rock.

Rag Doll”, é a música perfeita ao vivo, se você pensa até ouvindo o Cd ser enjoativa, ao vivo ela ganha muita animação, e hora da surpresa dois covers do Fletwood Mac que a banda vem executando nessa tour e Joe Perry assume e muito bem os vocais e manda “Stop Messin Around“, sensacional e muito bom ver lendas homenageando outras lendas e isso falta um pouco aqui, a sequencia a segunda do Fletwood Mac foi “Oh Well”, a animação de todos e a troca de energia palco público são poucas vezes vista, e isso é uma coisa de tanto ouvir em entrevistas sempre procuro reparar nos shows.

Os anos 90 a banda ficou conhecida pelos belos vídeos e pelas belas baladas e lá veio elas “Crazy” e “ I don’t miss a thing” perfeitas para os apaixonados e celebrarem o amor ouvindo Aerosmith, “ Se é que vocês me entendem….”, e a banda volto ao rock com clássico “Mama Kim”,sempre imponente ao vivo e na sequencia a versão de “Come Together” que a banda sempre executa ao vivo, e parece até que a música tem a própria sonoridade do Aerosmith mesmo ela sendo originalmente gravada pelos Beatles.

O final da primeira parte da apresentação não poderia ser melhor com o clássico dos anos 70 “Sweet Emotion” e fechar essa parte do Show cm “ Dude Looks like a Lady” e ver um estádio inteiro pulando, nós inclusive depois de quase duas horas de show. O bis veio a jato só a preparação mesmo e a primeira e mais conhecida música da banda, a belíssima faixa, “Dream On” do primeiro álbum da banda soa melhor ainda ao vivo, e fecham com a música que trouxe eles de volta depois de anos sem atividade, com “Walk This way” terminando o terceiro dia de Festival, que foi sim a exaltação a farofa, que faz O Hard Rock dos anos 80 ser ovacionado e referência até os dias de hoje.

E ainda teremos mais

To Be Continued..

 

Let the Music Do the Talking

Love in an Elevator

Cryin’

Livin’ on the Edge

Rag Doll

Stop Messin’ Around

Oh Well

Crazy

I Don’t Want to Miss a Thing

Mama Kin

Come Together

Sweet Emotion

Dude (Looks Like a Lady)

 

Encore:

Dream On

Walk This Way