Death DTA @Via Marquês – São Paulo/SP (07/09/2014)

Bem, o que falar sobre um concerto único celebrando a vida e carreira de Chuck Schuldiner que por sinal foi com quase a melhor formação do Death?

Fotos e Resenha: Vinícius Starteri
Agradecimentos: Costábile Salzano Jr.

Com duas grandes apresentações pelo Brasil, a banda DEATH DTA (Death to All) fez muitos marmanjos abrirem o bico e cantarem como se fosse o último show de metal da história. Uma noite memorável para qualquer fã de death metal.

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A casa estava prevista para abertura às 19 horas, porém habitualmente não acontece muito isso aqui no Brasil de abrir os show no horário programado. Com isso, a fila estava cada vez ficando maior e muitas pessoas extremamente ansiosas para ver o que seria o resultado desta turnê esplêndida.
Às 19h30 a casa foi aberta e pontualmente às 20 horas subia ao palco as bandas de abertura, a grande mescla que pegou todos os headbangers de surpresa entre as bandas D.E.R. e Test (expoentes do grindcore brasileiro e ambas bandas de Barata (baterista)).
Foram cerca de 25 minutos de muita “podreira”, fazendo muitos headbangers balançarem as cabeças.

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Após uma espera de 25 minutos, as luzes se apagaram e a cortina começou a se abrir lentamente, foi quando surgiu simplesmente o lendário baixista Steve DiGiorgio para delírio de todos que ali estavam. A casa simplesmente se encheu neste exato momento, e muitos headbangers gritavam por DEATH enaltecidos.

Foi então que surgiu juntamente  o monstruoso “Attomic Clock”, Gene Hoglan nas baterias, e o famoso frontman do CYNIC, Max Phelps com a lindíssima guitarra B.C. Rich Stealth que o Chuck originalmente usou executando a primeira parte de “Out of Touch”.

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A segunda música fez praticamente todo o Via Marquês se estremecer ao som de “The Philosopher”, a cantoria ecoava até no andar mais alto do camarote do Via Marquês, fazendo com que a casa aparentasse um estádio de futebol em hora de hino.

Com uma sequência devastadora de músicas como Leprosy/Left to Die, Living Monstrosity e Suicide Machine, e claro, a pedido do Mr.DiGiorgio uma roda se abriu em meio da casa, fazendo jus ao real nome da banda. E o que já era esperado se tornou ainda mais abusivo e experimental após a execução da famosa In Human Form, pois era um anúncio de pausa da saída do Max Phelps para a entrada de nada menos que Steffen Kummerer, o grande frontman da banda OBSCURA.

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Esse foi o ápice para qualquer fã extremista de death metal ir a loucura, ainda mais porque a música de introdução de Steffen ser o hino “Symbolic” do álbum Symbolic (1995).

Se Chuck estivesse participando do show (se estivesse vivo), esta seria a formação completa do grande álbum Symbolic, com o grande Bobby Koelbe nas guitarras, Gene Hoglan e Steve DiGiorgio.

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Frisei pouco sobre a desenvoltura de Bobby, porém o mesmo junto ao DiGiorgio foi uma das pessoas que mais agitaram o público durante todo o show, além de grande músico sua presença de palco é excelente.

Esta formação se extendeu por mais três músicas ou podemos dizer grandes hinos: Zero Tolerance, Bite The Pain e a melhor música do show (em minha opinião) Overactive Imagination do álbum Individual Thought Patterns (1993). Que fez falta de Andy LaRocque nas guitarras.

Uma pequena pausa e uma animada no público, Gene Hoglan brincou com seu bumbo fazendo a plateia gritar junto das batidas graves.

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Foi então que Max Phelps retorna ao seu posto pra anunciar o bis com a excelentíssima Zombie Ritual emendada com Baptized in Blood.

A sonoridade foi esmagadora, e o show poderia acabar ali mesmo que todos os fãs já estavam mais do que satisfeitos. Foi então que Max anuncia que estava próximo do fim e já logo embalaram a saudosa Crystal Mountain (música mais conhecida do Death).

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Ao término da música, todos agitavam pois sabiam que teríamos mais uma música, foi então que Max Phelps anunciou a última música de uma forma gritada que esmoreceu toda a casa. Com chave de ouro a esplêndida Pull the Plug do álbum Leprosy (1988) encerrava aquela apresentação que seria uma das mais memoráveis e possivelmente uma das melhores recordações de 2014 para os brasileiros.

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Após o encerramento, Steve DiGiorgio fez questão de agradecer todos os fãs presentes e quanto a presença de cada um foi importante, fazendo menções honrosas ao Chuck Schuldiner por toda sua obra prima criada e que de resposta pelo público foi ovacionado com calorosos gritos de CHUCK, CHUCK, CHUCK!

Bem, o que dizer deste show? Som perfeito, ótima iluminação e grande apresentação. Podemos marcar esta apresentação como uma obra prima do metal extremo.

E apesar de serem shows em tributo ao Chuck Schuldiner, esperamos que a banda possa retornar novamente ao Brasil.

SETLIST DEATH DTA:

1 – Out of Touch
2 – The Philosopher
3 – Leprosy / Left to Die
4 – Living Monstrosity
5 – Suicide Machine
6 – In Human Form
7 – Lack of Comprehension
8 – Spiritual Healing / Within the Mind
9 – Flattening of Emotions
10 – Symbolic
11 – Zero Tolerance
12 – Bite the Pain
13 – Overactive Imagination

Bis/Encore:

14 – Zombie Ritual / Baptized in Blood
15 – Crystal Mountain
16 – Pull the Plug