Blutvial – Curses Thorns Blood

Blutvial – Curses Thorns Blood

Ano de lançamento:

2012

Gravadora:

Mordgrimm Records

Review:

Fazer Black Metal Old School, ou seja, o estilo mais próximo de suas origens, nunca é algo muito simples, já que a possibilidade de se cair em pontos comuns é enorme, mesmo porque sob a bandeira ‘Old School Black Metal’, a gama de sonoridades é bem ampla, indo de uma sonoridade mais ‘motorhediana’, passando por uma sonoridade crua com pegada Thrash, e chegando aquela sonoridade mais soturna e climática. E o Blutvial, dos EUA, que nos chega por meio de seu segundo CD, “Curses Thorns Blood”, é mais um dos adeptos de um som cru e agressivo, que por vezes beira o Thrash, mas sem abrir mão de vários momentos onde o clima mais mórbido e cadenciado se faz presente.

A música da banda é crua, cheia de energia e forte, baseada em vocais insanos na linha de um Nocturno Culto, riffs de guitarra azedos e bem compactados, sabendo variar quando necessário, embora a técnica não seja a tônica da banda, e cozinha baixo e bateria bem pesados, coesos e firmes, dando certa diversidade ao som do trio.

Tendo a produção cuidadosa de Jaime Gomez Arellano realizada nos Orgone Studios (onde Ulver, Ghost, Aura Noir, e Cathedral já passaram), e tendo a estréia de seu novo baterista, este disco pode-se ser denominado como uma ‘hecatombe Black/Thrash’ bem equilibrada e saudável aos ouvidos mais acostumados.

Destacar aqui e ali fica meio difícil devido ao nivelamento do trabalho aqui ouvido, mas podemos nas primeiras ouvidas destacar a intensa e não tão veloz “At the Stones We Gather”; a feroz, rápida e empolgante “Blackthorn Winter”, com ótimos vocais e bases de guitarra brutas; “Conspiracy of Optimism”, onde a variação entre momentos mais cadenciados e mórbidos com outros mais focados na velocidade ocorre de forma bem espontânea, onde a cozinha dá mostras de qualidade musical; “Tirade Against Oversocialisation”, com uma velocidade mais cadenciada e certos toques dos anos 70, especialmente por certos arranjos de baixo e bateria remetendo à Purple e Zepellin (não, não há exageros nestas palavras); a longa e explosiva “A Light in the Forest”, que mostra um trabalho bem interessante no instrumental, já que a música não deixa o ouvinte bocejando; e a sinistra e intensa “Wethered and Broken-Mouthed”, mais focada na cadência, com peso absurdo e ótimos riffs de guitarra.

Se o caro leitor é daqueles que vive se lamentando pela sonoridade do Apocalipse sonoro garantido, de deixar pescoços doídos!

Blackthorn Winter

At the Stones We Gather

Tracklist:

01 – At the Stones We Gather
02 – Blackthorn Winter
03 – The Immutable Hammer
04 – Conspiracy Of Optimism
05 – Tirade Against Oversocialisation
06 – Three Curses
07 – A Light in the Forest
08 – Wethered and Broken-Mouthed
Formação:

Aort: Guitars, Bass, Drums
Ewchymlaen: Vocals, Guitars
Zemogh: Drums