Raveland: poesia e música gótica no Roça ‘n’ Roll

Esta notícia é antiga e foi publicada à 7 anos atrás.

Você pode encontrar novas notícias através do arquivo de notícias da Ilha do Metal


Para muitos, o Brasil é o país do samba e do axé, pois o clima tropical contribui para esses estilos musicais. Mas, entre a penumbra noturna e o escaldante sol do nordeste nasce o Raveland. O grupo une o peso do heavy metal com as melodias e arranjos taciturnos do rock gótico. E o público da 12ª expedição do Roça ‘n’ Roll pode conferir o trabalho da banda no próximo sábado, dia 12 de junho, na Fazenda Estrela, na zona rural de Varginha, no Sul de Minas.


O Raveland é a única banda do estilo na programação do Roça ‘n’ Roll. “A expectativa é grande até pela responsabilidade de estar representando o estilo no festival e, por isso, nós sentimos honrados por termos sido escolhidos e fazer parte desse grande dia”, relata a vocalista Camilla Raven.


Apesar de tocarem gothic metal, estilo praticado por muitas bandas européias, o vocalista Dewindson Wolfheart alerta: “Não esperem uma cópia do Nightwish, nem Epica, somos o Ravenland do Brasil! Preparamos um grande show com muita energia e peso. Gothic Metal da nossa maneira”.


Liricamente inspirados pela obra de Edgar Allan Poe, Álvares de Azevedo, Fernando Pessoa e José Luis Peixoto, o grupo já prepara um álbum sucessor de “…and a crow brings me back”, lançado em 2009. “Pretendíamos lançá-lo ainda esse ano, mas por causa da agenda de shows, o lançamento ficará para o primeiro semestre do ano que vem. O que posso antecipar é que o álbum será mais pesado e mais variado”, aponta Camilla Raven.


No próximo dia 12, o Raveland divide os palcos do Roça ‘n’ Roll com as bandas Almah, Bittencourt Project, Torture Squad, Tuatha de Danann, Salário Mínimo, Agouro, Agrotóxico, Corpse Grinder, Kamala, Hammurabi, Murder Ride, Alpha Scorpii, Lothlöryen, Unliver e Mercuryio. E pela disposição da banda, o público pode esperar por um show de qualidade musical e ambientação gótica.


“Musicalmente temos algumas ambientações, não para deixar a música parada como em ambient music, mas sim para dar um clima mais próximo do que desejamos passar, mesclando isso a uma atmosfera mais gótica e ao peso do doom, assim juntamos esses elementos com a energia do metal. Parece até um experimento químico, mas é isso”, finaliza Wolfheart.


Informações sobre o evento aqui
Notícia enviada por: Ivanei Salgado