Mike Oliva: a voz da Hatedown

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Mike Oliva começou a curtir Rock/Metal  no ensino fundamental,  por volta de 1993. No ensino médio, mesmo sem tocar absolutamente nada, alguns amigos resolveram montar uma banda. Um comprou uma guitarra e o outro começou a praticar na bateria do tio. Como não simpatizava pelo baixo, acabou decidindo que seria o vocalista. Mas não sabia cantar! Após participar de alguns ensaios de uma banda chamada Tellurion, chegou à conclusão que precisava estudar. Após duas tentativas, conseguiu entrar para o curso básico de canto lírico na Escola de Música Villa-Lobos no Rio de Janeiro. Durante os três anos do curso ele participou de uma banda White Metal com amigos, mas que infelizmente não seguiu adiante. Também formou a banda Lacruma (Gothic Metal) com alguns companheiros da escola de música. Apesar de não passar do período de composição, foi com a Lacruma que começou a aprender como é a rotina de uma banda, com horários e compromissos. Devido a sua partida para Natal, a banda infelizmente não continuou, mas os outros membros e amigos estão hoje seguindo suas carreiras com outras bandas de destaque na cena carioca. Após se estabelecer em Natal, Mike e Thereza,sua esposa, decidiram montar uma nova banda, a Darkold. Como o estilo adotado (Gothic/Progressive Metal) era próximo ao que ele fazia no RJ com a Lacruma, decidiu pedir permissão aos antigos membros para utilizar algumas músicas no novo projeto.

Através de um anúncio em um site de relacionamentos encontraram o guitarrista Fernando Câmara (Blood Dragon, ex-Renaissance), e logo após convidaram para a segunda guitarra Gabriel Andrade (ex-Organus, Apocalypse, No Lies), velho conhecido de Thereza na UFRN. Com essa equipe começaram a compor o material que faria parte do seu primeiro single “The Ashes Of An Internal Mirror”. Nesse mesmo ano (2007), durante um breve período, Mike fez parte ao lado de Thereza do grupo de ópera Canto dell’Arte – UFRN. Com a Darkold conseguiram participar da primeira edição da coletânia online “Web.Hell” (gravadora FreeMind-SP) ao lado de bandas como Evilusions, Alpha Scorpii, Ritmia e Ricardo Primata.
Após uma pausa para a passagem de ano (2007/2008) os outros membros da Darkold resolveram dar continuidade a seus outros projetos pessoais, e a banda deu uma pausa. Então em Maio de 2008, ele respondeu a um anúncio do guitarrista Jaime Filho (Overcome, ex-Morfina, Objeto A, Abismo Social, Saigo Ni) para iniciar uma nova banda. Quem também respondeu a esse anúncio foi o baterista Pedro Baggi (Absolut, ex-Start Over), porém antes mesmo do primeiro ensaio ele precisou retornar ao RJ, e foi substituído por Fernando ‘Skol’ Silva (Manifesto Humano). O nome da banda foi definido nesse período: HATEDOWN. Com essa formação a banda iniciou seus ensaios e composição de suas primeiras músicas. O baixista que participou da banda nesse período foi Augusto Serquiz (Doppler FX), contudo, devido a algumas incompatibilidades, o mesmo foi substituido por Giovanninni Batista (Overcome, ex-Astúria, The Volta e Objeto A), que trouxe consigo o guitarrista Misael Barreto (ex-Astúria, The Volta). Com essa formação a banda participou de eventos como Noyse Fest ’09, MIRP 3 e o Helloween no Centro Cultural DoSol (todos em Natal). Entre os meses de Julho e Agosto de 2009 estiveram confinados no Estúdio R gravando as músicas que fazem parte do seu primeiro single virtual chamado “The Game Of Life”, que teve seu lançamento em um evento chamado “Metal United” no dia 28 de Novembro de 2009. Durante 2009 ele também fez parte de uma banda chamada “Spellbound”, cover da italiana Lacuna Coil. Em um curto período de tempo  participaram de inúmeros eventos. Porém, a banda acabou no mesmo ano, devido alguns problemas internos.

No início da sua jornada ele percebeu que sua voz não seguia a mesma proposta do que era moda naquele momento: Melodic Metal. Isso o deixou frustrado em um primeiro momento, mas logo após ele conheceu alguns vocalistas que são suas influências até hoje, e que me mostraram que cantar vai muito além de atingir notas altíssimas! São caras como Zak Stevens (Circle II Circle, ex-Savatage), Andi Deris (Helloween, ex-Pink Cream 69) e Geoff Tate (Queensrÿche). Foi através deles que ele aprendeu a interpretar seus sentimentos enquanto canta. Técnica é muito importante quando você decide ser um cantor/músico, mas nunca podemos nos esquecer do sentimento, da interpretação diz ele.
“É isso que traz o público para perto de você, que coloca o público em suas mãos!”
A partir desse momento inicial, Mike procurou não copiá-los, mas sim criar sua personalidade enquanto cantor, inspirado em suas qualidades e trabalhando seus limites.Com o passar do tempo ele foi adquirindo novas influências através de artistas que admira, tanto no Rock/Metal com Jorn Lande (IS GOD!), Floor Jansen, Edu Falashi, Anneke van Giersbergen, Nando Fernandes, Roy Khan, como em outros estilos musicais com Anastácia e Adam Lambert.

Conversei com o Mike sobre algumas questões para conhecer seu ponto de vista sobre alguns assuntos como downloads, a cena,mulheres no rock e etc.

A CENA:

Nós já tivemos uma cena mais forte, e isso quando não tínhamos a facilidade da internet. É incrível parar e perceber que, apesar de termos hoje essa incrível ferramenta, a cena está se deteriorando cada vez mais. Podemos citar como exemplos problemas como a divisão de estilos e a forma “cega” como muitos seguem seus gêneros preferidos, a falta de apoio REAL dos próprios headbangers às bandas nacionais e a eterna falta de apoio e de respeito da mídia brasileira. Mas, apesar de todos esses problemas, eu vejo a possibilidade de um futuro melhor através da garra e do amor pelo Rock/Metal de alguns irmãos que persistem nessa batalha. Brothers como André Rima (After:Life), Lean Van Ranna (Vitam Revocare), Hugo Calhau (Mombak), Victor Cutrale (Burn Down), Ryuji Morita (Camerata), Mario Pastore (esse nem precisa falar, um dos maiores guerreiros que nossa cena possui!), que estão dando os primeiros passos em busca de uma cena maior e melhor, com a união de todos. Inclusive, existe um tópico na comunidade “Vocalistas de Metal” chamado “Tópico Oficial – Metal Nacional em União”. Peço a todos que pensam da mesma forma que participem e ajudem nessa revolução!Eu também agradeço aos responsáveis pela organização de eventos e pelas gravadoras independentes que continuam lançando nossos talentos (enquanto as “majors” viram as costas para nós!) e todos os profissionais que batalham a cada dia dentro de inúmeras áreas, todas voltadas ao Rock/Metal.

DOWNLOADS FREE:

Eu concordo com o download de músicas, desde que seja utilizado para conhecer o trabalho de uma banda antes de adquirir seu material. Com os clássicos problemas econômicos de nosso país, fica muito difícil para alguém que recebe algo próximo de um salário mínimo comprar vários CDs na expectativa de curtir algum deles. Óbvio que hoje nós podemos utilizar ferramentas como Myspace e Facebook para divulgar nossos trabalhos, mas não vejo problema algum em também disponibilizar alguma faixa para download, além de material exclusivo para os fãs. Só não concordo com aqueles que fazem o download do álbum, gostam, mas não colocam as mãos no bolso para adquirir o original, principalmente se estamos falando de bandas nacionais.

GOSTARIA DE DIVIDIR O PALCO:

Toda e qualquer banda que procura fazer o melhor quando está em cima do palco terá o meu respeito como músico. Como fã, eu aguardo a oportunidade de dividir o palco com artistas/bandas que admiro como Jorn Lande, Dream Theater, Savatage (quando Jon largar de ser sem vergonha e decidir retornar com a banda), Evergrey, Nando Fernandes, Mario Pastore, Ryuji Morita e todos que participam da comunidade “Vocalistas de Metal” no Orkut.

MULHERES NO ROCK:

Ainda hoje eu percebo um preconceito que algumas pessoas possuem contra as mulheres como profissionais. Isso é uma vergonha! Não deve existir nenhum tipo de preconceito, seja contra mulheres, racial ou por qualquer outro motivo! Desde que seja um profissional de respeito, nada mais interessa. Na música temos inúmeros exemplos maravilhosos de mulheres que fazem um trabalho digno de elogios. Dentro do Rock/Metal eu admiro demais a Floor Jansen, tanto pela voz/técnica como também por sua postura em cima do palco. Ela consegue ter sempre o público em suas mãos! Outra cantora que admiro é a italiana Cristina Sccabia. Alguns criticam o desempenho dela enquanto cantora, mas não percebem que sua presença de palco é marcante. E isso é ROCK’N’ROLL! Quem disse que precisa ser perfeito? Amanda Somerville é outra artista que admiro demais. Além de ser uma grande cantora, é compositora, letrista, professora e sei lá mais o que. Uma artista completa! E voltando alguns anos atrás, tenho acompanhado a produção e aguardado o lançamento do filme auto-biográfico de uma banda que foi pioneira e deve ser respeitada sempre: The Runaways. Elas começaram em uma época onde o preconceito era enorme, e mesmo assim detonaram! Pena que, devido aos excessos, sua carreira enquanto banda foi curta. Porém, a cantora que mais me influencia hoje é minha esposa Thereza Simas! Uma cantora com um timbre belíssimo, grande profissional .Caminha ao meu lado, sempre me apoiando e acreditando em nossos sonhos.
*Em pleno mês da mulher, marido e mulher, ambos músicos, um belo exemplo.


PLANOS E PROJETOS PARA 2010:

Após uma pausa para a passagem de ano, a HATEDOWN retornou aos ensaios visando a “The Tour Of Life 2010”, com novidades no repertório. A previsão é que gravemos um novo single ainda esse ano, assim como nosso primeiro vídeo. Alguns membros da banda (Jaime Filho e Giovanninni Batista) estão com uma nova banda chamada Overcome. Prestem atenção porque vêm material de qualidade por ae! Fui confirmado como um dos participantes de duas novas metal operas nacionais: a “Metal Opera sem Nome” e o “Projeto Onix”, ambas com previsão de gravação para 2010. Após uma conversa com alguns antigos membros da Darkold, resolvemos terminar as gravações e efetuar o lançamento do single “The Ashes Of An Internal Mirror” seguido dos shows para divulgação, mas com algumas mudanças sonoras e líricas. Ainda esse ano será lançado também o primeiro material do meu projeto “Mike Oliva’s Victorian”, com participação de inúmeros músicos maravilhosos da cena de Natal e também de SP.

Deixe um recado para os nossos leitores,aos seus fãs…e  obrigada Mike !!

Quero agradecer a equipe da A ILHA DO METAL e do ROCKSBLOG pelo espaço cedido a mim e aos meus irmãos da HATEDOWN. Quero também agradecer a todos que têm acompanhado nosso trabalho, e dizer que estamos planejando um 2010 repleto de novidades pensando em vocês! Aos leitores, uma ordem: nunca desistam de seus sonhos! Busquem, lutem e mantenham sempre a fé em seus ideais. Não é fácil, mas precisamos manter a cabeça erguida e continuar caminhando! E apóiem as bandas e artistas nacionais! Abraços!

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