Metal Open Air: Produtor admite ‘serviço péssimo’ e falta de dinheiro para cachês

“Como consumidor, eu também me sentiria lesado e reclamaria muito”, diz Felipe Negri, sócio da Negri Concerts, uma das organizadoras do festival Metal Open Air, que começou nesta sexta-feira (20) em São Luís, no Maranhão. O que prometia ser o maior evento de metal da história do país foi ofuscado pelo cancelamento em série de bandas – muitas abertamente por falta de pagamento -, desorganização e problemas de estrutura. “Foi um serviço péssimo”, concorda Marcelo Caio, sócio da Lamparina Produções, outra empresa responsável pela organização.O primeiro dia do evento teve filas, falta de comida, um atraso de mais de quatro horas para o início dos shows, indignação do público com o estábulo/camping e a ausência de seis das 15 bandas escaladas. Um dos três palcos nem chegou a ser aberto.

O público compareceu (Foto: De Jesus/G1)
“Tivemos problemas com alguns pagamentos de cachê, como o do Hangar, por exemplo. Tivemos problemas de liquidez nesta reta final, inclusive por causa de recuos de apoiadores, e uma série de problemas também de fornecedores”, afirma Marcelo Caio.
Mesmo entre as atrações nacionais que não cancelaram sua participação, como Ratos de Porão e Andre Matos, sobram relatos de problemas de pagamento. Em seu perfil no Twitter, João Gordo relatou problemas com as passagens de volta da banda, que não tinham sido compradas pela organização. A mesma “surpresa” encontrada por Hugo Mariutti, da banda de Andre Matos.
Para “tentar contornar” os problemas do primeiro dia, todos os organizadores se reunirão nesta madrugada em São Luís. “Só a Negri investiu R$ 8 milhões. Tenho certeza que estou com a melhor estrutura de palco, som e luz”, declara Felipe, cuja empresa é responsável por todas as atrações internacionais, com exceção da Rock N Roll All Star, de responsabilidade da Lamparina, de quem ele se distancia: “não somos sócios, somos parceiros”.

Vem ou não vem?

Sobre a cabeça da Lamparina Produções paira ainda a dúvida levantada pela mulher de Gene Simmons sobre a presença do supergrupo Rock N Roll All Stars e seu mestre de cerimônias Charlie Sheen – ela declarou em seu Twitter que não recebeu o dinheiro e que o show não aconteceria.
Marcelo explica que, quando contratou a atração, pagou um único cachê para ter todos os músicos mais a presença de Charlie Sheen. Mas, pouco antes da data acertada para o pagamento da segunda metade, ouviu do tour manager do supergrupo a possibilidade de o ator “comparecer” em vídeo. “Se fosse para ter em vídeo, alugaria um DVD dele”, diz. “Sem ele eu não quero”. O produtor diz que conversou com Sheen por telefone nesta sexta (20), e que a participação está de pé. Mas achou melhor segurar o cachê, para garantir. “Quando eles chegarem, eu pago”.
Fonte: G1

Tags: amadorismo, metal open air, moa, vergonha alheia

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Eduardo Escobar:
Paulistano, trabalha com TI e é um eterno estudante de Ciência da Computação. Vocalista nas horas vagas, foi iniciado pelo Iron Maiden há muito tempo, curte Futebol, Truco, Poker, Stoner/Sludge/Doom Metal mas não dispensa bandas de outras vertentes. Aqui na A ILHA DO METAL, é responsável pela parte administrativa do site, mas também publica conteúdo.@eduescobar Facebook

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