Colera e Olho Seco são as principais atrações na segunda parte do Festival “O Fim do Mundo, Enfim”

 

Quando o festival O Começo do Fim do Mundo aconteceu em 1982, o mundo era um lugar inóspito dividido entre duas superpotências nucleares, que tinham o poder de destruir várias vezes o planeta Terra. Os punks paulistas reuniram sua nata no SESC Pompeia para colocar a boca no trombone: foram dez bandas de São Paulo e dez do ABC, no que foi um dos maiores festivais punks do mundo na época. Trinta anos se passaram e o planeta não é mais o mesmo: aquecimento global, efeito estufa, calendário Maia. Nossa existência está novamente ameaçada, mas o punk continua aí. Nasce então, O Fim do Mundo, Enfim, um novo festival punk unindo gerações, o velho e o novo juntos, mostrando que o antigo discurso nunca esteve tão atual. Com curadoria de Clemente (Inocentes) e assessoria de Antônio Bivar.

Cólera, Restos de Nada e Condutores de Cadáver
A paulistana Cólera se formou em 1979, fazendo parte da incipiente criação do punk brasileiro. Fez turnês pelo Brasil e Europa e, em uma época em que a ecologia não fazia parte da pauta do dia, o grupo tratou sobre o tema. Já produziu sete álbuns e tem músicas para um novo CD, ainda sem previsão de gravação. É formada por Wendel (vocal), Anselmo (guitarra), Pierre (bateria) e Val (baixo). Na mesma noite apresenta-se a banda Restos de Nada. Surgida na Vila Carolina, zona norte de São Paulo, em 1978, tem dois discos “póstumos” gravados, já que, depois de sua dissolução, os integrantes se reuniram para documentar suas músicas. O CD RDN II, com gravações históricas do último ensaio da banda, traz quatro canções não incorporadas ao trabalho anterior. É formada por Ariel (vocal), Douglas (guitarra), Luiz (baixo) e Nonô (bateria). Quem abre a noite é uma das bandas precursoras do movimento punk, Condutores de Cadáver, nascida na zona norte paulistana e que teve curta duração (de 1978 a 1981), apesar de ter influenciado vários grupos. Não possui nenhum registro fonográfico, pois o movimento apenas engatinhava no país. Índio (vocal), Callegari (guitarra), Luis Abondanza (guitarra), Hélio (baixo) e Babão (bateria). Choperia. A choperia é classificada como casa noturna, em função da venda de bebidas alcoólicas. Ingressos à venda a partir de 01/05 pela rede ingressoSESC.
Proibido para menores de 18 anos
R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
18/05. Sexta, 21h30.


Olho Seco, Agrotóxico e Lixomania
Criada em 1980, o Olho Seco participou da primeira coletânea punk, Grito Suburbano, de 1982. Já teve versões de suas músicas feitas pela banda finlandesa Força Macabra e também pela italiana Criple Bastards. Fez uma turnê europeia em 1999, em que se apresentou em nove países. Formada por Fabio Sampaio (vocal), Marcos Abreu (Guitarra), Jeferson Bem (baixo) e André Carmo (bateria). Criado em São Paulo, em 1993, o grupo Agrotóxico já fez diversas turnês europeias e também participou em conjunto em um álbum com o Flicts, em 2004. Com sete CDs gravados, tem uma agenda de shows no Canadá e nos Estados Unidos para o lançamento de Libertação, em meados de 2012. É formada por Marcos (guitarra e vocal), Jeferson (baixo e vocal), Arthur (guitarra) e Pedro (bateria). Surgida em 1979, a banda de punk paulistana Lixomania gravou um EP e dois CDs. Foi uma das primeiras a lançar um disco punk individual no Brasil, Violência e Sobrevivência, em setembro de 1982. Teve como influência os grupos Sex Pistols, Ramones, The Clash e Sham 69, entre outros. Moreno (vocal), Mirão (bateria), Rogério Martins (guitarra) e Luis Camargo (baixo). Choperia. A choperia é classificada como casa noturna, em função da venda de bebidas alcoólicas. Ingressos à venda a partir de 01/05 pela rede ingressoSESC.
Proibido para menores de 18 anos
R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 

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Sobre o autor:

Marcos Cesar de Almeida:
"Metaleiro das antigas" ou Tiozinho dos shows, Torcedor do Monte Azul, ouço todas as vertentes do Metal, Hard, folk, death, THrash, tendo distorção e bem feito tá valendo. Twiter : @BULLINO

já escreveu 2001 artigos para a Ilha do Metal.