White Skull: A volta de Federica De Boni

Mesmo em meio às grandes dificuldades, o White Skull ainda resistia atravessando o tempo. Mas após o lançamento de seus três principais trabalhos,  muito do que era a banda se diluiu quando da saída da vocalista Federica “White Sister” De Boni. Após de passar uma temporada morando nos EUA, Federica volta à Itália e retoma seu lugar depois de nove anos de recesso. Confira nessa entrevista, onde ela faz uma retrospectiva da carreira, experiências marcantes e fala sobre o novo álbum do White Skull. 

 

A Ilha do Metal: Depois de sete anos de sua fundação, o White Skull teve a chance de lançar seu primeiro trabalho, I Won’t Burn Alone, e conseguiu boas resenhas logo de cara. Já o lançamento do segundo álbum, Embittered, deu a vocês a oportunidade de excursionar e tocar em festivais como o Gods of Metal, e partilhar o palco com gente como Doro e Udo. Quais as memórias que você ainda guarda desses anos? 

Federica De Boni:  Saudações a todos, o prazer é todo meu falar com você. Foi absolutamente empolgante. Finalmente a banda estava dando seu primeiro passo no mercado do Heavy Metal, conquistando novos fãs e saindo em turnês. O palco é sempre um campo de batalha. Preocupação, animação, adrenalina correndo em suas veias. E claro, quanto maior é o palco e o evento, mais fortes são esses sentimentos. Eu desfrutei de todas as oportunidades que tivemos de tocar com bandas mais conhecidas, ao mesmo tempo, acabei conhecendo outras bandas que não são tão conhecidas, mas que também fazem um som legal.

AIDM: Mesmo com o bom impacto causado pelos dois primeiros trabalhos, foi com Tales from the North e Public Glory, Secret Agony que a banda conseguiu de fato seu espaço no Heavy Metal. Fale-nos sobre o conceito desses dois álbuns.  É muito cara a temática Viking em bandas do mundo todo, bem ao estilo dos trabalhos Asgard e Tales from the North. Mas especialmente em Public Glory, Secret Agony, o White Skull apresentou a Roma Antiga e a cultura cesariana. Como músicos italianos, vocês possuem vários contos épicos para narrar, certo?

FDB: Tales from the North é nosso primeiro álbum conceitual e fala sobre os nórdicos e detalhes sobre a história de Krimhield e Siegfried. Em Public Glory, Secret Agony, escrevemos sobre o Império Romano, Egito e a Rainha Cleópatra. Ambos têm grandes histórias e tem sido muito empolgante e interessante contá-las sob a linguagem do Heavy Metal. Nossa terra nos oferece um monte de histórias inspiradoras para contar. Séculos de história para colher ideias. Mais uma vez, o novo álbum focará em algo novo para o White Skull e abordará um novo assunto. Esperem e verão.

AIDM: Desde sua saída do White Skull, não tivemos mais notícias suas. Enquanto esteve fora, você participou de outro projeto? Pode nos contar mais sobre eles?

FDB: Trabalhei com outras bandas como vocalista convidada, mas eu não queria realmente começar uma nova banda. Eu tinha outros planos em mente.

AIDM: Como se deu seu retorno? 

FDB: Eu já tinha planos feitos para mudar de volta para a Itália. Então alguém me contou que o White Skull não tinha mais vocalista e que a banda estava procurando um novo. Dessa forma, eu conversei com eles e descobri como tudo estava funcionando para que eu pudesse tomar uma decisão por mim e por eles. Então readmitiram o velho membro da banda.

Tony Mad, Federica De Boni e Alex Mantiero

AIDM: O White Skull ainda não gravou o sucessor de Forever Fight. Uma vez que você voltou a seu chão e banda de origem, podemos agora aguardar o próximo lançamento?

FDB: Já começamos a gravar o novo álbum, Under This Flag, que será lançado na primavera do próximo ano.

AIDM: E a agenda? Já existem planos para tocar fora da Europa, na América do Sul, por exemplo?

FDB: Nós temos alguns shows já agendados na Itália e na Europa. Turnês maiores serão levadas em consideração com base no resultado do novo álbum.

AIDM: Analisando a narrativa completa do White Skull: seu primeiro ato; a cena de Gus; o clímax de Elisa e seu próprio desfecho. Como você descreveria a narrativa do White Skull?

FDB: Primeiro de tudo, quero reconhecer o trabalho duro e todas as épocas de dificuldade que Tony e os outros caras passaram para manter o White Skull vivo. Isso é absolutamente extraordinário. Acredito que os vocalistas seguintes a mim fizeram um grande trabalho. Não sei se há realmente uma lição aprendida nessa história, mas vejo uma vontade forte de sobreviver e manter vivo um sonho.

AIDM: White Skull é uma banda que tem vocais femininos vigorosos como parte de si, e você foi responsável por isso. Fale sobre seu estilo e suas referências em termos de vocal. 

FDB: O Heavy metal é a música que melhor combina com a minha personalidade e que me soa de forma mais agradável. Devo dizer que meu estilo vocal vem naturalmente, é a forma que expresso a mim e meus sentimentos na música. Eu particularmente amo as vozes intensas e barulhentas e gosto de vocalistas com grande interpretação e personalidade, tais como Alice Cooper, Blackie Lawless, Steve Tyler, Dee Snider, Lita Ford, Ann Wilson, Tarja, Sabina Classen, Geoff Tate e muitos outros.

AIDM: Como uma frontwoman de Metal, como você vê a experiência feminina no estilo atualmente?

FDB: Há mais aceitação, mais chances de ser notada e apreciada. As novas gerações parecem ter abandonado a ideia de que Metal é coisa só de homem. As vocalistas não apenas têm uma grande voz, mas também podem contar com forte presença e personalidade no palco.

AIDM: Muito obrigada, Federica. Por fim, deixe a tradicional mensagem aos fãs.  

FDB: Eu gostaria de dizer um ENORME obrigado a todos vocês. Metal em todo seu caminho! Nós vamos fazer o nosso melhor para chegar lá se a oportunidade surgir.
Por enquanto, lembre-se:

Under This Flag

White Skull will stand

A nation that was to be heard

 

Tenham todos um dia Metal!

 

Saiba mais sobre o White Skull em:

whiteskull.it

myspace.com/whiteskullband

facebook.com/pages/White-Skull/86836727917