Orphaned Land: Kobi Farhi “Espero que este álbum se comunique com as pessoas”

Unsung Prophets & Dead Messiahs  é o novo álbum do Orphaned Land e a gravadora Century Media convidou alguns sites do mundo a conversarem com os músicos sobre esse lançamento e tivemos a honra e privilégio de falar com Kobi Farhi , um dos melhores compositores da atualidade e uma das mentes mais brilhantes do Heavy Metal.

Kobi conversou conosco sobre os preparativos do álbum, citou os convidados, e claro da grande expectativa do álbum e a vindoura vinda ao Brasil/America do Sul em 2018.

Entrevista: Marcos Cesar “Bullino.Inc”

Tradução Livre: Ricardo Bernardo

A ILHA DO METAL – ) Como foi preparado seu novo álbum Unsung Prophets & Dead Messiahs para seu fãs ?.

Kobi Farhi – ) Nós voltamos a fazer álbuns conceituais. Acho que este album é uma combinação dos albuns Mabool e The Never Ending Way is Or Warrior em termos de álbum conceitual. Mas a produção, o som e a orquestra são únicos. São a mistura destes álbuns e uma parte única. É um perfeito álbum do Orphaned Land e eu estou muito feliz com o resultado, com a produção e com o jeito que eu cantei. O som eu acho que um novo nível para a música do Orphaned Land. E não posso esperar para os fãs conferirem.

A ILHA DO METAL – ) Para mim é muito especial este álbum, desde que eu recebi release da Gravadora Century mídia. Seu álbum atendeu todas minhas expectativas e desde que eu recebi ouço todos os dias, duas ou três vezes por dia.

Kobi Farhi – )Fantastico

A ILHA DO METAL – ) Como é para você ser uma banda de metal no seu país ?

Kobi Farhi – ) É ótimo ser uma banda de metal em Israel. Porque nós somos um país Livre, mas nós vivemos em um lugar doido. O oriente médio. Então tem muitas coisas acontecendo, muitas coisas a respeito, então nós temos muita inspiração, sobre letras de músicas, sobre histórias trágicas, Mas é bom ser uma banda de metal em Israel porque você pode fazer o que quiser. Nós temos shows e temos uma boa cena de metal em Israel. A comunidade é grande e temos muitas bandas de metal visitando o país. Você sabe, nós já tocamos com Metallica.. Todas as bandas de metal vem tocar em Israel. A cena é muito boa e é bom gostar de metal em Israel.

A ILHA DO METAL – ) Imagino, Eu acho que o estilo de música que vocês tocam, possui uma nova cena no metal. Por que iniciamos o metal com bandas clássicas tradicionais, nos anos 70 a NWOBHM. Depois teve o thrash metal e agora grandes bandas estão misturando Cultura com metal. Como Sepultura aqui no Brasil misturou samba com thrash metal. Eu penso que está mistura de música com cultura é perfeito porque o som é agressivo. Como é para você , como músico, está mistura de metal com cultura ?

Kobi Farhi – ) Eu imagino que o futuro pertence a bandas, que combinam metal com cultura. Eu acho que cada estilo do metal esteve uma época em evidência Como thrash metal, black metal death metal sueco. Agora é o momento de metal com fortes influências culturais. Eu realmente gosto muito de Sepultura e o que eles fizeram no álbum Roots. Eles estão misturando metal com elementos culturais há muito tempo eles fazem isso muito bem. As pessoas podem sentir a sua cultura e podem perceber a sua mentalidade na música e isto é importante especialmente para os Head bangers.

A ILHA DO METAL – ) Agora sobre a turnê, como está os preparativos e quais culturas espera conhecer nesses shows ?

Kobi Farhi – ) Nós temos shows em fevereiro e março na Europa , temos alguns shows na Rússia e Japão. Nossa produtora está tentando algo para América do Sul e USA, eu realmente espero em 2018, nós poderemos voltar para o Brasil mas isto não está certo ainda. Mas eu espero voltar ao Brasil.

A ILHA DO METAL – ) Agora um pouco sobre o novo trabalho. Eu penso que a faixa mais importante, depois de ouvir pela primeira vez e o meu preferido som é também o mais longo. Chains Fall to Gravity pra mim é como uma jornada. Como um rock progressivo do Pink floyd dos anos 70. O que significa a letra desta música ?

Kobi Farhi – ) Você conhece o filósofo grego Platão ?

A ILHA DO METAL – ) Sim

Kobi Farhi – ) Mas usamos a história de Platão nesta música. The Cave. É uma história filosófica deste filósofo e na faixa Chains fall to Gravity é o momento onde o herói abandona a caverna ( The Cave). Comparando com nossa realidade, as pessoas vivem na caverna, nascem na caverna e elas veem as sombras e pensam que essa sombra é a realidade. Mas nesse som uma das pessoas deixa a caverna. Como se ele fosse um Messias, com grandes princípios humanos. Então pela primeira vez ele sai da caverna, das trevas para a luz, e é por isso que este som é como se fosse uma jornada, por que ele está saindo das trevas para a luz. E ele está indo descobrir o mundo fora da caverna, está indo descobrir a verdade e o mundo real de um jeito muito doloroso e muito assustador.
Mas está faixa é muito importante e eu concordo com você. E nos tivemos Stephen Hackett ( guitarrista Genesis) tocando nesta música então esta é uma música muito importante. Uma das minhas favoritas também.

A ILHA DO METAL – ) Agora sobre o single “Like Orpheus”. Porque você escolheu esta música para o primeiro single para representar este álbum ?

Kobi Farhi – ) Nós escolhemos Like Orpheus por ser uma música muito comunicativa. E nos tivemos Hansi, vocalista do Blind Guardian como convidado. O que é um bom motivo, para um single. Esta música também é curta, em torno de 4 minutos e nós queríamos uma música que não fosse muito grande. Então escolhemos esta música para fazer o primeiro Boom do álbum pois é uma música que se comunica com varias pessoas. Apesar de todo o álbum ser diferente, está música traz todas as pessoas para o álbum.

A ILHA DO METAL – ) Qual a sua expectativa para este álbum??

Kobi Farhi – ) Eu espero que este álbum se comunique com as pessoas. Que elas leiam as letras e entendam o significado e a mensagem deste álbum. Eu quero talvez que as pessoas se divirtam que o álbum toque em todos os lugares e façam a banda maior. E que as pessoas se comuniquem através deste álbum.

A ILHA DO METAL – ) Para finalizar uma mensagem para seus fãs do Brasil.

Kobi Farhi – ) Eu sinto saudade dos brasileiros, eu amo vocês. Não posso esperar para retornar e reencontrá-los pois vocês são pessoas maravilhosas e acolhedoras. Por isso eu espero estar de volta o quanto antes para tocar para vocês em 2018. Muito obrigado e tudo de bom para vocês.