Megadeth: David Ellefson “Dave Mustaine em grande parte foi o criador do Thrash Metal”

Megadeth….. I wanna Megadeth

Megadeth….. I wanna Megadeth

Um dos pilares do Thrash Metal, o Megadeth está de volta ao Brasil para shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a caminho do Brasil tivemos a raríssima oportunidade de poder entrevistar a banda e quem nos atendeu foi ninguém menos que David Ellefson, baixista e um dos fundadores da banda, que falou sobre o inicio da carreira, vários detalhes dessa época e o final da Tour do CD Dystopia.

Tradução Livre: Samantha Martins

Com vocês David Ellefson – Megadeth

A Ilha do Metal – ) Vamos começar, Vocês fizeram alguns shows especiais em função de alguns álbuns, Peace Sells, Rust in Peace, Youthanasia entre outros, porém outros álbuns não tiveram shows especiais, como é preparar um show deste tipo e como é a escolha para qual álbum irão homenagear

David Ellefson – ) A turnê que vocês verão este mês, é principalmente focada no “Dystopia”, que é nosso último lançamento. Mas também temos um relançamento do “Killing is my business…”, então tocamos músicas do nosso primeiro álbum. E também músicas do Rust in Peace que não tocamos há bastante tempo. Então tocaremos canções antigas, algumas das músicas nova; e claro, vir para o Brasil é sempre um prazer por apresentar uma dos talentos do país, que é o Kiko Loureiro, e temos também nosso novo baterista que é o Dirk Verbeuren. Assim, temos um som novo, temos um visual novo, e vai ser um grande show!

A Ilha do Metal – ) Vocês se consideram um dos inventores do Thrash Metal?

David Ellefson – ) Eu considero Dave Mustaine em grande parte, o criador do Thrash Metal. Quer dizer, ele nos tempos do Metallica tocando Diamond Head… Eles gostavam de beber e fazer festas (risos). E eu acho que muito da abordagem muito barulhenta de Dave para tocar guitarra, foi o que criou esse som muito feroz e agressivo que se tornou o Thrash Metal, isso mesmo antes dele estar no Metallica. Você sabe, o Metallica tinha um som bem diferente, e quando Dave entrou pra banda, as músicas que ele e o James escreveram juntos, mudaram o som do Metallica. Depois do Metallica, assim que criamos o Megadeth, Dave e eu criamos nossa própria sonoridade. Eu como baixista, obviamente o baixo é uma parte importante da música do Megadeth. O Dave evolui demais no seu talento como guitarrista, desde os tempos em que ele tocava no Metallica. Nos dois primeiros anos fora do Metallica, nas músicas que escrevemos com o Megadeth, que se tornariam as faixas do “Killing is My Business” e do “Peace Sells… but who’s buying?”. Estes dois álbuns mostram o grande crescimento do Dave, e também do Chris Poland (ex-guitarrista), com um som muito diverso e diferente. Desde o começo, o Megadeth sempre foi muito diferente das outras bandas, temos um som único e muito progressivo.

A Ilha do Metal – ) Como você se vê na época do Killing in my business, que vocês estavam mudando o rumo do Heavy Metal, como eram vocês compondo os riffs, as letras o novo estilo musical que estavam criando?

David Ellefson – ) No “Killing is my business…”, nós éramos muito pobres. Assinamos com uma gravadora independente, não tivemos muito dinheiro para fazer aquele álbum. Eu, o Dave e o Gar (Samuelson, primeiro baterista) gravamos juntos na mesma sala, e foi isso. Já no Peace Sells, tivemos 3 vezes mais dinheiro, tivemos mais tempo, um pouco de produção, e nós sentimos que coisas maiores estavam para acontecer, tínhamos um bom pressentimento. E claro, depois que gravamos o álbum, a Capitol Records se interessou e assinamos o contrato, viramos uma banda com uma grande gravadora. E assim que as coisas aconteceram também para o Metallica, que assinou com a Elektra, o Anthrax com a Island, o Slayer com a Def Jam’s, e o Megadeth com a Capitol, assim estávamos todos dando grandes passos com as grandes gravadoras.

David Ellefson – ) E daí começamos a fazer grandes turnês, com o Ozzy, o Iron Maiden, e o Megadeth com o Alice Cooper também. Então, nós sempre acreditamos, sempre tivemos uma sensação de que daríamos grandes passos, e este entusiasmo da banda sempre se concretizou. Fazer e tocar música era muito divertido e também o gênero, Thrash Metal, naquela época era muito empolgante. Foi revolucionário, estávamos traçando um novo curso e fazendo coisas que ninguém tinha feito antes. Bons tempos!

A Ilha do Metal – ) A nova formação do Megadeth, vocês são 4 caras de três continentes diferentes, o que acham de agora ser uma “banda Internacional” , o que acha que muda no som de vocÊs:

David Ellefson – ) Mesmo antes de gravar o Dystopia, Dave e eu já conversávamos sobre os novos membros do Megadeth, e não pensávamos que teríamos músicos de fora dos EUA. E alguns meses depois, o Kiko entrou para a banda, e depois o Dirk, e de repente o Megadeth se tornou um grupo internacional. Honestamente, eu acho que isto trouxe um sabor muito especial, porque o Megadeth sempre foi uma banda politizada, então é bem interessante ter um músico europeu na banda, um músico sul-americano, e claro, Dave e eu vindo da América do Norte, dos EUA. Eu acho que em vários aspectos, sempre fomos uma banda internacional, mesmo quando começamos, pois nosso pensamento nunca foi de ser apenas uma banda americana da Califórnia, EUA. Nós sempre pensamos em levar nossa música para a Europa e para outras partes do mundo. Hoje com metade da banda internacional, isto aumenta o tempero da banda.

A Ilha do Metal – ) Vocês sempre foram uma banda política, e hoje até por tudo, o mundo está bem polarizado, como exemplo os Estados Unidos e muitas outras partes do mundo, o que acham disso? Como a música pode mudar isso?

David Ellefson – ) Bem, nos EUA, porque nós temos dois partidos, por natureza nos tornamos uns contra os outros, mas eu acho que a grande questão é que não somos apenas um país contra um outro. Nos dias de hoje, o cenário político é global, veja a China, a Coréia do Norte… O mundo de hoje está mais conectado do que nunca. E porque somos americanos, nós escrevemos músicas sobre política, mas nós tentamos não ser uma voz que aconselha fãs em outros países. Como o Dave e eu somos cidadãos americanos e votamos nos EUA, nós temos nossos direitos. Músicas do Megadeth como Peace Sells… but who’s buying, fala sobre enfrentar o sistema que tenta te controlar, e eu acho que esta é sempre uma postura agradável para tomar .

A Ilha do Metal – ) Nosso tempo está acabando mais duas perguntas, vocês fizeram o Boot Camp, junto aos fãs, vocês pensam em levar essa ideia a outros lugares do mundo?

David Ellefson – ) Bem, nós temos levantado algumas ideias para um outro “Boot Camp”, alguma outra experiência VIP para os fãs, e devemos anunciar alguma coisa ano que vem. Mas ainda não sabemos onde será, então, quando fizermos o anúncio, vocês saberão.

A Ilha do Metal – ) Muito obrigado, envia uma mensagem a todos seus fãs do Brasil.

David Ellefson – ) Obrigado por todo o suporte com o Dystopia e com a nova formação da banda. Estamos felizes em ter um brasileiro na banda, e aguardamos ansiosos, eu, Dave, Kiko e Dirk, para tocar para vocês no final do mês, terminando a turnê do Dystopia.

Megadeth – São Paulo

SERVIÇO

Data:  31/10/2017 – terça-feira

Local: Espaço das Américas

Endereço: Rua Tagipuru, 795, Barra Funda – São Paulo – SP

Horário do evento: 22h

Abertura dos portões: 19h30

Classificação etária: 18 anos. Menores entre 12 e 18 anos entram acompanhados dos pais/responsável.

 

INGRESSOS

 Pista Premium Lote 1: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)

Pista Lote 1: R$200,00 (inteira) / R$100,00 (meia)

Mezanino: R$ 400,00 (inteira) / R$200,00 (meia)

 

BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA



Espaço das Américas

  1. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo/SP

De segunda a sábado das 10h às 18h

 

Megadeth – Rio de Janeiro

 SERVIÇO

 Data: 01/11/2017 – quarta-feira

Local: Vivo Rio

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ

Horário do evento: 22h

Abertura dos portões: 20h

Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsáveis.

Atenção: para setores com mesa, a compra de um ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

INGRESSOS

Camarote A: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)

Camarote B: R$280,00 (inteira) / R$ 140,00 (meia)

Balcão: R$240,00 (inteira) / R$ 120,00 (meia)

Frisa: R$300,00 (inteira) / R$150,00 (meia)

Pista Vip – Lote 1: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)

Pista – Lote 1: R$180,00 (inteira) / R$90,00 (meia)

 

*25% de desconto sobre o valor da inteira para clientes Vivo Valoriza na compra de até 02 ingressos. Para comprovar seu cadastro no programa, basta enviar um SMS para o número 1058 com a palavra VALORIZA. Para clientes Vivo Fixo, Vivo Internet e Vivo TV, basta apresentar a última conta paga.

 

BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

Vivo Rio

Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ

De segunda a sábado das 10h às 19h; domingos e feriados das 10h às 18h

 

PONTO DE VENDA – SUJEITO A COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA



FNAC – Barra Shopping

Av. das Américas, 4666 – Piso Lagoa – Loja B101-114 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ

Segunda a sábado das 10h às 20h; domingos das 13h às 19h; feriados das 15h às 19h

Apenas venda de ingressos. Não realiza retirada.